Empresa consegue liminar para participar de licitações da prefeitura de Joinville

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(Foto: Salmo Duarte / A Notícia)

A disputa judicial entre empreiteira e Prefeitura de Joinville terá impacto em três licitações em andamento de obras viárias – e, eventualmente, em concorrência já concluída. Somados, os editais das quatro disputas chegam a R$ 22,2 milhões.

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Excluída das concorrências por causa de penalidade administrativa imposta pelo município, a Conpla conseguiu liminar no Tribunal de Justiça para ter direito a participar das licitações, em condição sub judice. Assim, o município terá de analisar as propostas da empresa para as pavimentações da Estrada Timbé e da rua Prudente de Moraes e o recape de oito ruas na zona Sul.

Em relação à licitação já homologada e com contratos em execução, de serviços de tapa-buracos, poderá ser apresentada ação com pedido de anulação. A Prefeitura vai aguardar a notificação judicial para avaliar qual providência será tomada.

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Com prejuízos

A Conpla alegou já estar sofrendo prejuízos pela exclusão das concorrências, mencionando a possibilidade de a Prefeitura perder a eventual oportunidade de contratar proposta mais vantajosa. A Conpla pediu a liminar alegando que há ação em primeira instância, em análise, para tentar anular a punição que levou a empresa a ser impedida de participar das concorrências. Se a empresa for considerada vitoriosa nessa ação, derrubando a penalidade, sofreria prejuízos por não ter participado das concorrências.

Tapa-buracos

A penalidade aplicada pela Prefeitura na empresa foi motivada por alegado descumprimento de contratos de tapa-buracos. Nesses serviços, a Conpla tentou reajuste nos valores por causa da elevação dos custos do asfalto, em pedido negado pela Secretaria de Infraestrutura. A empresa alegou que presta serviços há 25 anos à Prefeitura, sempre cumprindo os contratos. O procedimento administrativo para a suspensão foi “totalmente viciado de ilicitudes”. 

Contato

Coronel Armando e o Sargento Lima conversaram de forma animada nesta segunda-feira (26) pela manhã em Joinville, em encontro de reaproximação. Os dois deputados nunca chegaram a romper, mas ficaram em lados opostos no rachado PSL de Joinville. O contato seria para demonstrar procura pelo diálogo. Houve distribuição de imagens da conversa. Mas nenhum deles postou em suas redes sociais foto do encontro. 

Novas comissões do PSL

Com a suspensão da vigência das comissões provisórias nos municípios, determinada nesta segunda-feira (26) pela direção estadual do partido, se reabre a disputa pelo comando do PSL em Joinville. A pretensão do atual presidente, Coronel Armando, era se manter no cargo até depois das eleições de 2020. O deputado federal assumiu o comando após vencer disputa contra o grupo de Derian Campos e Sargento Lima após recorrer à executiva nacional. Em nota, o presidente estadual Fábio Schiochet diz que a medida de suspensão das comissões no Estado faz parte de reorganização do partido.

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Até outubro

“A inativação das comissões já homologadas não significa que automaticamente serão promovidas alterações em todas elas, mas, seguindo orientação do órgão nacional, se fez necessária a suspensão completa, até para que os mandatos de todas as municipais sejam coincidentes e contemplem o período eleitoral”, apontou a nota do deputado Schiochet. A manifestação não diz quando serão escolhidos os novos presidentes municipais, mas isso deve ocorrer até outubro.

Em Florianópolis

O Tribunal de Justiça começou a examinar, nesta semana, o recurso do Ministério Público na ação envolvendo a SC-418 na Serra Dona Francisca. O MP até conseguiu liminar com determinações de manutenção da estrada estadual, mas está insistindo em reforma mais ampla da rodovia, com recuperação da iluminação, recuperação permanente etc.

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Sem chance

Ainda que, provavelmente, comece de um patamar baixo, com apenas R$ 70 milhões, a duplicação da BR-280 tem chances de ter previsão orçamentária durante a tramitação do projeto no Congresso Nacional. No caso do contorno ferroviário de Joinville, se caso se confirmar a exclusão da obra da proposta a ser encaminhada pelo Executivo aos deputados e senadores, será complicado prever algo. Assim, a obra, que teve estudo ambiental feito em 2004, só poderá ser licitada em 2021. Desse jeito, está crescendo a possibilidade de que a obra jamais saia. 

Força da tesoura

Na primeira proposta ao orçamento de 2020, o DNIT queria R$ 21,8 bilhões para as obras. Era o montante ideal, se não houvesse teto de recursos. Só que o limite foi baixando nos últimos meses e ficou em R$ 5 bilhões. Por isso o corte de obras e a redução das previsões nos investimentos sobreviventes.