Na manhã desta terça-feira, a comitiva brasileira na Flórida, que tem à frente o presidente Jair Bolsonaro, participou da segunda etapa do seminário de negócios Brasil-Estados Unidos, realizado pelo Fórum das Américas, em Miami. O deputado federal catarinense, Daniel Freitas, acompanhou o evento ao lado do presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, e do empresário Antônio Luz, bisneto do ex-governador Hercílio Luz.
O evento, com 300 lideranças empresariais, discutiu temas como inovação, startups e empresas de defesa, mas o foco do deputado Daniel Freitas foram as conexões para trazer o CEO da Tesla, Elon Musk, para uma primeira reunião com o presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, o que ele espera que seja em breve.
No momento que a assessoria do empresário confirmou o interesse dele de vir ao Brasil porque não poderia encontrar o presidente em Miami, ficou claro que a gigante de carros elétricos quer ter uma base produtiva na América Latina e o Brasil, como maior mercado, deverá sediar a unidade.
Daniel Freitas trabalha para que essa fábrica, se for viabilizada, fique em Criciúma ou na região. O Norte do Estado, polo metalomecânico, sede da BMW e de unidade da GM, também tem interesse. O fato é que ambas as regiões têm fortes diferenciais competitivos para sediar a Tesla. Mas terão disputas de outros Estados, entre os quais o Paraná, conforme deixou claro o governador Ratinho Júnior, em Miami.
Se considerarem somente o mercado atual, Elon Musk e sua equipe podem não ter muita pressa para instalar montadora no Brasil. Mas se anteverem que o mercado pode ter mudanças rápidas, a cobrança por sustentabilidade no trânsito crescer e conseguirem oferecer veículos por preço menor, o quadro atual, de baixas vendas de carros elétricos, pode ficar para traz. Aí o Brasil será um excelente mercado para esses veículos, não só da Tesla.
