A deflagração da Operação Alcatraz pela Polícia Federal de Santa Catarina movimenta cena política catarinense nesta quinta-feira (30). De acordo com as informações oficiais, foram cumpridos 11 mandados de prisão, sendo 7 preventivas e 4 temporárias, contra agentes públicos, empresários e advogados.
Os nomes não foram revelados na coletiva concedida nesta quinta-feira na sede da Polícia Federal em Florianópolis. Houve apenas a confirmação da operação de busca e apreensão no apartamento e no sítio do deputado Júlio Garcia, presidente da Assembleia Legislativa.
A operação foi o assunto mais comentado nos bastidores da Assembleia Legislativa esta manhã, quando o presidente da Acaert, Marcelo Petrelli, fez a leitura da Mensagem da Comunicação Catarinense. A sessão seria presidida pelo presidente Júlio Garcia, que não esteve hoje no Parlamento. De acordo com a assessoria o parlamentar estava se inteirando de detalhes da operação de busca para se posicionar.
Na Assembleia Legislativa informou-se que o ex-secretário adjunto da Secretaria da Administração, Nelson Nappi, teria sido um dos alvos das prisões. Também o engenheiro agrônomo Luiz Carlos Hessmann, ex-presidente da Epagri, foi preso pela Policia Federal.
Segundo os delegados e auditores da Receita Federal, as investigações apuraram volume total de sonegação de 100 milhões de reais de contratos da Secretaria da Administração com uma empresa prestadora de serviços.
Como o nome da operação foi dado porque esta empresa presta serviços no sistema prisional do Estado, tudo indica que trata-se da Ondepresb. Seus diretores também foram alcançados pela operação federal. No fim da tarde desta quinta-feira (30) a empresa se manifestou dizendo que vai se pronunciar somente depois de se inteirar das investigações.
A denúncia contra a Epagri refere-se a compra de equipamentos de tecnologia e contratos de extensão de garantia, ainda segundo a Policia Federal. O valor apurado ali seria de R$ 25 milhões de reais.
