Justiça arquiva processo contra membros da Fúria Marcilista por morte de torcedor do Avaí

Compartilhe:

(Foto: Charles Guerra, Arquivo NSC)

O juiz Roque Cerutti, da 1ª Vara Criminal de Balneário Camboriú, decidiu arquivar o processo em que dois membros da torcida organizada Fúria Marcilista foram indiciados pela morte de João Grah, torcedor do Avaí de 27 anos.

Continua após a publicidade

Grah morreu ao ser atingido por uma pedra, lançada de cima de um viaduto da BR-101 sobre o ônibus em que ele viajava, na companhia de outros torcedores. O crime ocorreu há cinco anos, em setembro de 2014.

Três pessoas foram acusadas pelo Ministério Público – um adolescente de 17 anos, cujo processo correu em segredo de Justiça, e dois adultos, João Pedro Rodrigues e Michael Rafael Rodrigues. O juiz considerou que “não há conjunto probatório ou indícios suficientes para encaminhar os denunciados a julgamento pelo tribunal popular do júri”.

Continua após a publicidade

O advogado Luiz Eduardo Cleto Righetto, que representou João Pedro e Michael, explicou que, caso surjam novas provas, o caso pode ser reaberto.

– A polícia fez um belo trabalho, mas não foi suficiente para indicar prática de crime. Conseguimos provar que Michael estava em casa (no horário do crime) e João Pedro foi indiciado porque o veículo da mãe foi usado para ir até o viaduto – disse.

João Grah foi atingido quando retornava de Curitiba (PR), onde assistiu uma partida entre Paraná e Avaí. Ele era sobrinho de Zari José Farias Filho, então conselheiro do clube.

Ainda não é assinante? Assine e tenha acesso ilimitado ao NSC Total, leia as edições digitais dos jornais e aproveite os descontos do Clube NSC.