Diferente do que publiquei em nota anterior aqui na página, Esperidião Amin, quando governador, não atrasou salários, nem no segundo mandato, de 1 de janeiro de 1999 a 31 de dezembro de 2002; nem no primeiro, que foi de março de 1983 a março de 1987.
A informação é de Antônio Carlos Vieira, o Vieirão, secretário da Fazenda no segundo governo de Amin no Estado. O que aconteceu em 1999 foi que ele teve que pagar três meses e meio de folha salarial do governo anterior, de Paulo Afonso Vieira, totalizando R$ 380 milhões. Enquanto quitou esses atrasados, pagou dentro do prazo todas as folhas do seu governo.
– Pagar o salário em dia é uma das coisas que Amin mais prezava. Nem em 1984, no primeiro mandato, quando a enchente causou uma crise no Estado, ele atrasou salários. Brigou com o então ministro Delfim Netto que mandou atrasar a folha para ter dinheiro para enfrentar os danos dos alagamentos – explica Antônio Vieira.
Segundo ele, o atraso aconteceu porque ao invés de pagar a folha, Paulo Afonso, que disputou a reeleição, doou o dinheiro às prefeituras para fazer campanha.
Nova preocupação
Para Antônio Carlos Vieira, ex-secretário da Fazenda e atual titular da pasta na prefeitura de São José, a decisão do governador Carlos Moisés de falar em possível atraso de salário é preocupante porque isso antecipa crises.
– Na nossa visão, quando estávamos no governo, pagar os salários dos servidores era prioridade. Se não tem dinheiro para pagar o servidor não pode fazer mais nada. O não pagamento gera uma cadeia de atrasos e fica mais difícil até para o Estado – observa ele.