Importadores de Itajaí na justiça contra ato do governador de SP

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Mandado de segurança contra o governador João Dória (PSDB), de São Paulo, foi impetrado na Justiça Paulista pelo advogado Felipe Melo, de Florianópolis em nome de 11 empresas importadores com sede em Itajaí.

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As empresas são de médio e grande porte e são beneficiárias da Resolução n. 13, do Senado, que fixou alíquota do ICMS de 4% pela comercialização dos produtos. Ocorre que o governo de São Paulo vem glosando este recolhimento, exigindo das empresas o pagamento de 12% pelo ICMS.

O advogado Felipe Melo enviou e-mail com mais detalhes:

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“Tenho acompanhado seus escritos (muito importantes) relacionados aos decretos que alteraram a alíquota de ICMS para alguns produtos catarinenses, dentre eles alguns que compõem a cesta básica. De fato os resultados não senão nada positivos para a economia catarinenses. O efeito será oposto ao desejado pelo Governo. Contudo, há outro assunto tão grave quanto, senão muito pior. Certamente deve recordar a batalha travada pelo nosso estado, especialmente pelo Senador Luiz Henrique da Silveira, quanto à famosa “guerra dos portos”.

Fruto desta batalha foi a edição da Resolução nº 13 do Senado Federal cuja redação estabeleceu que “a alíquota do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior, será de 4% (quatro por cento)”.

Ocorre que algo gravíssimo está acontecendo no estado de São Paulo. O atual Governo paulista passou a glosar a diferença de ICMS de produtos importados e lá comercializados que tenham sido importados via portos catarinenses.

Resumidamente produtos com alíquota (ICMS) de 4% (por força da Resolução 13 do Senado) que no estado de São Paulo possuem alíquota de 12% recebem a glosa. Com isso São Paulo descumpre a Resolução 13 a acrescenta 8% na alíquota final do produto.

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Caso essa postura do Governo Paulista continue teremos um grande prejuízo, sobretudo para o movimento de cargas nos Portos catarinenses, pois não será mais  “tão interessante” importar via Santa Catarina.

Com esta preocupação é que impetrei mandado de segurança no estado da SP para 11 empresas catarinenses que já estão tendo prejuízos diante do descumprimento paulista, e que, caso não tenhamos êxito encerrarão suas atividades no nosso estado.

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Penso que o assunto vale uma profunda reflexão e, principalmente, uma atitude enérgica do Governo Catarinense em defesa da nossa economia.  

Forte abraço. Filipe Mello. Advogado.”