“A preocupação para 2019 é manter os salários em dia”, afirma Secretário da Fazenda

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Os servidores receberão os salários de novembro e dezembro e 13º em dia?

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Paulo Eli: Os salários estão garantidos. A folha de novembro será paga no dia 30, a de dezembro será creditada no dia 28 de dezembro. O décimo terceiro também já está assegurado. Já pagamos 50% em julho e a outra parcela está programada para o dia 17 de dezembro.

Aqui haverá pedaladas como em outros Estados?

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Paulo Eli: Não! Aqui não haverá esta providência. Os outros Estados já vêm enfrentando este tipo de problema de atraso nos salários, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Agora, Goiás também está atrasando. Sem falar em outros Estados que pagam a folha no dia 10 do mês seguinte. Santa Catarina é um dos poucos Estados que pagam os salários dentro do próprio mês de trabalho.

Como está a transição?

Paulo Eli: Ela está sendo feita dentro desse gabinete da Fazenda. A sala é aqui no lado, com reuniões diárias. A equipe de transição está ouvindo todas as secretarias para tomar pé da situação. Até sexta-feira teremos duas a três reuniões diárias com as diferentes áreas.

Terminado o processo eleitoral, há sinais de novos investimentos?

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Paulo Eli: Temos na carteira do IMA, com pedidos de licenciamento ambiental para novos projeto,s mais de R$ 70 bilhões em investimentos. Os investidores só aplicam com taxa de retorno. Com a mudança do viés político, mais liberal, os investidores colocam agora na planilha de custos. Se a taxa de retorno for atrativa, todos estes investimentos sairão do papel.

Recebemos empresários em média de duas as três empresas por dia, interessados em investimentos no Estado.

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Quais as preocupações sobre as dívidas para 2019?

Paulo Eli: Com o secretário da Fazenda no ano que vem é manter a folha de pagamento em dia e a dívida pública paga. A folha tem aumento, sem qualquer nova contratação e sem reposição, cresce de 5% a 6% ao ano. Se tem inflação de 3%, tem-se um grave descompasso. O pagamento da dívida pública em 2019 será bem maior do que a desse ano. Temos que trabalhar para alongar os pagamentos da dívida pública. A renegociação já aconteceu. Em 2018 a dívida pública voltou a ser cheia. E no ano que vem não haverá nenhum desconto. Estamos pagando este ano R$ 1,920 bilhão. Boa parte desta dívida impacta em dólar.

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