Guarda Municipal de Balneário Camboriú se nega a atender ocorrências

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A recomendação do Ministério Público para que a Guarda Municipal de Balneário Camboriú restrinja os serviços ao que é permitido pela Constituição acabou em um problema institucional para o prefeito Fabrício Oliveira (PSB). No fim de semana vieram à tona relatos de ocorrências em que a Guarda foi chamada, mas recusou-se a atender.

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Ocorre que, na semana passada, o prefeito afirmou que não acataria a recomendação e que o serviço permaneceria inalterado.

Diga-se de passagem, ainda que esse não fosse o posicionamento do prefeito, não há na recomendação qualquer impedimento para a Guarda Municipal atender a um chamado da comunidade.

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A insubordinação gerou mal-estar e pareceu, em primeira análise, uma tentativa de mobilizar a opinião pública contra o documento do MPSC.

O prefeito, em nota, afirma que nunca expediu ordem para a suspensão do atendimento e prometeu apurar os motivos para o que aconteceu. O secretário de Segurança, Gabriel Castanheira, disse que participaria de reuniões para esclarecer o caso durante a tarde, e deverá ter um posicionamento até o final do dia.

Se for comprovado um movimento à revelia das ordens do prefeito, seja lá de quem houver partido, é mais uma evidência de que o poder precisa ser exercido com limites. Como sugere o Ministério Público.