Joinville não tem planos de construir mais elevados

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Em fase final de obras, o elevado da avenida Santos Dumont deverá se manter por anos como a única estrutura deste tipo em área urbana de Joinville: não há viaduto ou elevado previsto nas obras de mobilidade mapeadas para a cidade nos próximos anos. A construção na zona Norte na cidade será filho único até pelo menos meados da próxima década.

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A estrutura erguida pelo governo do Estado no cruzamento da Santos Dumont, a avenida de acesso ao aeroporto, com a Tuiuti (a via mais movimentada do bairro mais populoso, o Aventureiro) não é exatamente a primeira desse tipo em Joinville: a passagem da BR-101 por Joinville tem viadutos nos entroncamentos de maior tráfego. Mas fazem parte de uma rodovia federal e ficam, na maioria dos casos, em locais sem grandes aglomerações residenciais, não entram na conta. A BR-101 até foi um raro momento no qual elevados foram consenso.

 

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O projeto inicial da duplicação da estrada previa um número menor de passagens elevadas em Joinville. A pressão local na década de 1990, antes do início das obras, fez com que o governo federal incluísse mais elevados, ainda que, em contrapartida, tenha reduzido a extensão prevista das vias marginais. Ao longo do tempo, elevados nunca foram consenso em Joinville, ainda que sempre fosse lembrado o exemplo de Florianópolis, onde tais construções se espalharam.

Até hoje, a prefeitura de Joinville jamais construiu uma estrutura dessas. O que tem na BR-101 é obra do governo federal e o elevado entregue agora custou R$ 26 milhões ao governo do Estado. Tais obras — pelo menos nos pontos sugeridos — não eram encaradas como a solução viária mais adequada por parte dos técnicos e, entre os sucessivos prefeitos, a resistência vinha por causa do custo comparativo: com o dinheiro de um elevado, era possível asfaltar trechos extensos de ruas (hoje Joinville ainda tem 750 quilômetros de vias sem pavimentação). Não bastasse, evitava o que era considerado uma agressão à paisagem urbana, ainda mais em áreas com mais povoação. Dessa forma, sucessivas propostas de elevados foram sendo sepultadas. A lista foi grande.

Mesmo na Santos Dumont, havia planos de mais viadutos, como nos cruzamentos com as ruas Dona Francisca, João Colin e Arno Waldemar Döhler. Como a avenida não será mais duplicada nesses locais, as construções foram descartadas. Não muito distante dali, havia a intenção de construção de elevado no Distrito Industrial, no ponto onde as rodovias Edgar Meister e Hans Dieter Schmidt se encontram. Só que o edital de licitação foi lançado no ano passado com previsão de rotatória, sem elevado, por causa dos custos. Ainda assim, a obra não começou. E o “próximo elevado” de Joinville ficou para depois.

 

Saíram da agenda

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Nas últimas duas décadas, a lista de locais para possíveis elevados só cresceu em Joinville. O cruzamento da Santos Dumont com a Tuiuti aparecia nas sugestões, mas não estava entre os mais cotados. Um pontos preferenciais entra na Ottokar Doerffel e a continuação da Marquês de Olinda, um dos principais acessos à BR-101 e via de ligação Norte-Sul. A prefeitura prepara mudanças na configuração das ruas, mas elevado não sai. Na zona Sul, a proposta surgida ainda nos anos 90 era no cruzamento das ruas Boehmervald e Paulo Schroeder. Até reapareceu na campanha eleitoral de 2012, pelas mãos do hoje prefeito Udo Döhler, mas acabou submergindo. Na mesma lista, estava o elevado da Santo Agostinho na rotatória do Parque da Cidade. Também está fora dos planos.

 

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