Blumenau deve ganhar novas cervejarias artesanais nos próximos meses

Compartilhe:

*Por Augusto Ittner, interino.

Continua após a publicidade

Não é barato abrir uma cervejaria artesanal. Os custos são altos, envolvem equipamentos para produção, envase, rotulagem, mão de obra, regularização, entre outros. Isso breca potenciais empreendedores que têm interesse em abrir empresas com pequena produção. Nesse contexto, as cervejarias que têm potencial mais elevado abrem espaço para as chamadas “ciganas”, e é justamente por isso que as prateleiras dos supermercados em Blumenau devem ter novos rótulos ainda neste ano. Isso porque a recém-criada Alles Blau, que busca a consolidação, vai abrir espaço na sua sala de brassagem para cervejeiros que queiram sair da informalidade e criar a sua própria marca. Já há pelo menos 11 "ciganos" com interesse de se estabelecer junto à fábrica da cervejaria, o que aumentaria consideravelmente o número de rótulos criados em solo blumenauense.

Conforme o diretor comercial da Alles Blau, Davi Zimmermann, há alguns empresários com interesse em assinar contrato o quanto antes, mas falta um ou outro equipamento para garantir uma linearidade na produção. Além disso, ele afirma que não pode priorizar os “ciganos” frente à empresa que ainda tenta cavar espaço em meio ao mercado concorrido da região, por isso mantém cautela. Fato é que na Capital Brasileira da Cerveja há a chance de que até o fim deste ano o número de cervejarias, na teoria, dê um salto.

Continua após a publicidade

Long neck

A Schornstein vai lançar em maio a cerveja Soul – uma american lager com teor alcoólico baixo, de apenas 3,5% – também em long necks transparentes de 280 ml. A confirmação ocorre justamente um ano depois de a marca pomerodense colocar à venda o estilo em latas de 350 ml. A estratégia é encontrar uma brecha principalmente no público que frequenta baladas, já que não é preciso ser um sommelier ou aspirante a isso para apreciá-la. Bebê-la no gargalo, inclusive, está liberado, diferentemente de outras cervejas artesanais. A expectativa de Adilson Altrão, diretor da Schornstein, é de que a Soul seja a porta de entrada para o consumidor descobrir que há alternativa às grandes marcas.