Futuro do gás natural preocupa a indústria

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Incertezas sobre a oferta futura de gás natural e preços do insumo, que é cada vez mais fundamental para a economia do Estado, preocupam a indústria. A Câmara de Energia da federação do setor (Fiesc) discutiu impactos das variações cambiais, reajuste de 13% para o início de 2019 após a alta de 26% neste mês e as dúvidas sobre o futuro da oferta do gás diante da intenção da Petrobras de reduzir presença no setor.

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A reunião de quinta-feira da Câmara contou com a participação do presidente da SCGás, Cósme Polêse, e do gerente de regulação da Agência Reguladora de Serviços Públicos de SC (Aresc), Silvio Cesar dos Santos Rosa. A alta de 13% em janeiro vai resultar da mudança do modelo de remuneração da SCGás. E a indefinição sobre a renovação do contrato da Petrobras com a Bolívia e também com a SCGás, que se encerra em 2020, gera apreensão.  

– A Petrobrás já sinalizou que pretende reduzir suas operações com gás natural e pode nem mesmo renovar esses contratos. Surgem outras possibilidades, como a compra direta na Bolívia pela SC Gás e outras concessionárias da região Sul e Mato Grosso do Sul ou mesmo pelas indústrias consumidoras – afirmou presidente da Câmara de Energia da Fiesc, Otmar Muller.

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Além disso, há projeto de instalação de um terminal de gás natural liquefeito em São Francisco do Sul, que poderá se tornar realidade. 

 

Três eventos por dia

O presidente do Sistema Fiesc, Glauco José Côrte, está em ritmo de despedida do comando da federação, função que desempenhou por sete anos. Vai passar o bastão para o sucessor Mario Aguiar no próximo dia 10. Na reunião da diretoria na sexta-feira, foram lançados uma publicação editorial e um vídeo com uma síntese das atividades nesse período. Côrte destacou que foram mil eventos por ano, uma média de três por dia.  

 

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