O balanço final só deve ser conhecido nos próximos dias, mas a terceira passagem da Volvo Ocean Race por Itajaí, que terminou neste domingo, já é considerada um sucesso. O número de pessoas que passou pela Vila da Regata ultrapassou a meta de 400 mil _ o maior público desde a primeira parada da prova pela cidade, em 2012, e recorde até agora.
A cidade é pré-candidata a receber a próxima edição da regata. O prefeito Volnei Morastoni (PMDB) confirmou que as tratativas já começaram, com direito a protocolo de intenções da prefeitura, do Estado e da Associação dos Municípios da Foz do Itajaí-Açu (Amfri).
A definição deve ocorrer até junho, quando termina a regata em Haia, na Holanda. Nas próximas semanas uma reunião em Newport, nos Estados Unidos, definirá o tempo de espera entre as edições, que pode ser ampliado para quatro anos.
O investimento é alto, perto de R$ 5 milhões foram pagos pelo Governo do Estado desta vez. Mas o retorno é ainda maior. Hotéis ficaram lotados, embarcações de todo o país e do exterior ocuparam a Marina Itajaí, e a movimentação financeira deve aumentar de 10% a 15% em relação à última edição. O nome da cidade, e o de Santa Catarina, foram levados a milhões de espectadores que acompanham a regata.
Para o prefeito, o legado econômico não é o único. Itajaí voltou-se para o rio, então apenas o “caminho” dos navios e da pesca, e passou a enxergá-lo como uma importante fonte de lazer e turismo. A cidade retomou o gosto pelos esportes náuticos, e encheu-se de orgulho.
Não é à toa que Itajaí espera manter a regata por aqui. A candidatura está na mesa, e o “namoro” vai bem.
Legado
O resultado econômico é importante, mas a principal herança deverá ser a da sustentabilidade. Desde 2012, na primeira parada da Volvo Ocean Race, Itajaí instituiu limpezas periódicas no Rio Itajaí-Açu e nas praias, e agora assinou um compromisso mundial de redução do uso de plástico que a coloca em posição estratégica para o país em compromisso ambiental. Um importante passo para o futuro.
Investimento
A questão financeira pode ser decisiva para a próxima Volvo Ocean Race, já que na última edição em Salvador (BA) ofereceu o dobro de Itajaí para sediar a regata. Uma comitiva de Salvador (BA) esteve pelo menos três vezes em Itajaí desde a abertura da Vila da Regata e acompanhou, ontem, a largada para os Estados Unidos. Estavam de olho na movimentação que a Stopover traz à cidade, e nos detalhes de organização. O que indica que o páreo, para a próxima edição, será duro.
Nossa vantagem é estarmos mais ao Sul _ uma parada estratégica após a perna mais difícil da regata. Extraoficialmente, já se considera a possibilidade de duas paradas brasileiras.