O empréstimo internacional de US$ 62,5 milhões assinado na pelo prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), junto ao Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), é tratado pela prefeitura como um divisor de águas em infraestrutura de mobilidade urbana para a cidade. Morastoni diz que o conjunto de 24 obras deve preparar a cidade para 2040. Até lá, a estimativa é que Itajaí tenha saltado dos atuais 214 mil habitantes para 400 mil.
Juan Notaro, presidente do fundo internacional, disse que cidades do porte de Itajaí são o principal interesse do Fonplata. O empréstimo prioriza obras sustentáveis, que tenham relação com melhoria na qualidade de vida das pessoas. O financiamento foi aprovado pelo governo federal e o Senado, e a União entra como garantidora _ o procurador da Fazenda Nacional, Luiz Henrique Alcoforado, também assinou o contrato.
Osvaldo Reis
Entre as 24 obras previstas no pacote de Itajaí há pontes, macrodrenagem para reduzir o risco de enchentes, novas praças e uma revitalização da área no entorno do Mercado Público. Duas delas tiveram a ordem de serviço assinada ontem mesmo, a reurbanização da Rua Aleixo Maba, na Barra do Rio, e a Praça de esportes do Bairro Santa Regina.
A mais desafiadora, no entanto, está em fase final de projeto. O binário da Avenida Osvaldo Reis, que vai ligar Itajaí à Avenida Martin Luther, em Balneário Camboriú, promete transformar a ligação entre as duas cidades em um corredor econômico e comercial. Não por acaso, a obra terá um fundo específico de ressarcimento aos cofres públicos _ a expectativa é que a valorização dos imóveis, e o interesse na construção de empreendimentos nesse eixo, com taxas específicas, paguem uma boa parte do empréstimo de quase US$ 8 milhões, específico para esse trecho.
Dois projetos
O binário da Osvaldo Reis já chamou atenção do Ministério Público de Santa Catarina, que pediu explicações à prefeitura sobre a possibilidade de abrir a avenida em meio ao Morro Cortado. O assessor especial da prefeitura, Auri Pavoni, diz que já levou o projeto ao MPSC e consultou o Instituto do Meio Ambiente (IMA) sobre o futuro licenciamento ambiental. Por via das dúvidas, o município terá dois projetos: um com a ideia original, e outro com o alargamento da avenida atual.