Nem só empresários e profissionais consagrados no mercado conseguem ter uma alta remuneração mensal. Há uma carreira que paga até R$ 75 mil por mês ou mais e requer apenas a participação em reuniões, experiência e visão estratégica.
É a de conselheiro de administração de empresas. Ao atuar em cinco conselhos, recebendo cerca de R$ 15 mil cada, o profissional pode chegar a R$ 75 mil por mês. Quem deseja seguir esse caminho pode começar fazendo o primeiro Curso para de Conselheiros de Administração que será oferecido a partir de março do ano que vem, no Hotel Majestic, em Florianópolis, pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), capítulo Santa Catarina.
O lançamento do curso ocorreu segunda-feira à noite, na Capital, com palestras do presidente do conselho de administração do IBGC nacional, Ricardo Egydio Setubal (a partir da esq.), da vice-presidente do conselho do IBGC nacional Monika Hufenüssler Conrads, depoimento do CEO da indústria Zen Gilberto Heinzelmann e mediação do coordenador do capítulo do instituto em SC Alfredo Burghi.
As inscrições já estão abertas, as aulas serão de março a junho, com investimento de R$ 19,2 mil. Os conselhos focam governança corporativa, que são normas para uma empresa ter resultados positivos e harmonia entre os sócios.
– A empresa deve formar o conselho o mais cedo que puder. Elas precisam adotar boas práticas de governança. A governança boa é a que funciona – assegura Monika, também acionista da Duas Rodas.
Qual é a importância de oferecer um curso de conselheiro em SC?
Ricardo Egydio Setubal: Estamos em SC pela importância do Estado. Este curso vai fortalecer o capítulo do IBGC local, permitindo maior interação dele com a comunidade, para quem ele vai replicar o que o instituto faz em nível de Brasil pela governança das empresas.
Como a governança corporativa melhora a vida das empresas?
Setubal: As empresas que têm um conselho, uma governança clara, têm mais condições de gerar valor aos acionistas. O conselho tem a função de averiguar se a diretoria executiva está fazendo o que precisa ser feito, como também na parte estratégica, dando direcionamento claro para onde a empresa deve ir.
A partir de que tamanho de empresa é preciso ter um conselho de administração? As startups precisam?
Setubal: No caso de startups e empresas menores, é recomendável que elas comecem com um conselho consultivo, que não é formal. À medida que esse conselho se estruturar, ela pode ter um conselho formal. É uma evolução natural. Quando uma empresa chega ao faturamento de R$ 100 milhões já caberia um conselho. Se entrar na bolsa, é obrigatório ter. Para quem não está na bolsa, a criação de um conselho depende da maturidade da governança.
Como avalia a tendência de diversificar os conselhos, incluindo mais mulheres e até jovens?
Setubal: Acho que a diversidade é importante, mas tem que estar acompanhada da competência. É preciso ter maturidade, ouvir vários tipos de opinião. Isso agrega valor para as empresas.