Por Augusto Ittner, interino
Policiais de Balneário Camboriú começaram a testar um novo tipo de fardamento, que pode ser adotado em breve pela corporação. O material é importado dos Estados Unidos e, embora seja um pouco diferente do atual usado pela Polícia Militar, mantém a identidade visual da instituição – cores e símbolos, por exemplo. O kit que passa por esse período de testes com quatro PMs engloba boné, gandola, camisa tática, camisa polo, calça, cinto e botas de cano curto, todos resistentes, impermeáveis, produzidos com alta tecnologia e com proteção aos raios ultravioleta.
Caso seja aprovado pelo comando-geral, o uniforme-padrão da PM no Estado não terá mais o velho conhecido coturno, de cano alto, e sim o borzeguim – calçado de cano curto parecido com uma botina. Facilitar deslocamento e aumentar o conforto dos agentes durante as jornadas foram os motivos que fizeram a Polícia Militar estudar a troca. Esses conjuntos que englobam o novo fardamento estão sendo testados por PMs da rádio patrulha e do pelotão de patrulhamento tático. No fim, eles farão um relatório a respeito do material e o encaminharão aos superiores que, a partir de então, definem se uniforme será utilizado por todos os policiais em Santa Catarina.
Engana-se quem pensa que por ser um material mais moderno, a Polícia Militar pagará mais para tê-lo. Conforme a própria PM, uma farda completa hoje chega a custar até R$ 230. Como o material que está em período de testes é importado, se enquadra como licitação internacional com isenção total de impostos – já que se refere a uma compra com foco na segurança pública. Assim, cada kit chega a ser 15% mais barato em comparação ao produto nacional, ficando abaixo dos R$ 200.