O Complexo Prisional de Itajaí é um dos destaques nacionais na 2ª Mostra Laboral do Sistema Prisional Brasileiro, que começa nesta terça-feira em Florianópolis. A unidade da Canhanduba é a segunda no Estado em número de presos trabalhando: são 588, atrás apenas da Penitenciária de Curitibanos.
Onze empresas da região mantêm unidades avançadas no Complexo da Canhanduba, onde os presos trabalham desde a montagem de fogões cook top até a produção de sacolas de compras para marcas famosas de todo o país. Também há detentos empregados na alimentação e na manutenção do complexo.
Fábio Ramos, gerente de Trabalho do Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap), diz que Itajaí tem um modelo interessante de revezamento entre as empresas, que permite que uma absorva a mão-de-obra da outra quando a demanda diminui.
O Deap não possui estatísticas de quantos egressos do sistema prisional conseguem recolocação no mercado de trabalho quando deixam a cadeia. Mas avaliam que, em locais onde há trabalho, os problemas disciplinares são menos frequentes.
Em Itajaí, quando deixaram a prisão pelo menos 13 detentos tiveram o contrato mantido pelas empresas para as quais trabalharam enquanto estavam presos.