Adesão de Itajaí ao Projeto Mares Limpos, da Organização das Nações Unidas (ONU), formalizada nesta quarta-feira, é considerada um avanço para o projeto brasileiro de redução do lixo marinho. O coordenador de gerenciamento costeiro do Ministério do Meio Ambiente, Regis Pinto Lima, diz que os resultados obtidos pela cidade servirão de parâmetro para o plano nacional de redução do plástico no mar.
O governo federal está montando uma comissão para elaborar o plano de combate nacional. O próximo passo será uma ampla consulta pública. A previsão é de que a estratégia nacional esteja pronta até julho do ano que vem.
Até lá, os olhares estarão voltados para a experiência de Itajaí, que é a primeira cidade na América do Sul a assinar o protocolo de intenções com a ONU. Fernanda Daltro, coordenadora da Campanha Mares Limpos, acredita que as ações no âmbito local tenham resultado mais rápido do que o planejamento amplo, nacional. O desafio, diz ela, será aliar medidas mais drásticas por parte dos legisladores – leis que tenham resultado efetivo – a uma mudança de comportamento dos cidadãos.
Ontem, durante o seminário O Futuro dos Oceanos, promovido pela Fundação do Meio Ambiente de Itajaí (Famai) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a velejadora brasileira Martine Grael comentou sobre a impressionante quantidade de lixo que tem encontrado durante a Volvo Ocean Race em mares longínquos, o que indica que o problema está instalado. Ela fez um apelo pela conscientização de cada um sobre a responsabilidade sobre o lixo que gera.