Presidente do COI defende ciclismo apesar do doping

Jacques Rogge não crê em alto consumo de substâncias proibidas na modalidade

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O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, defendeu hoje o ciclismo profissional apesar do grande número de escândalos que envolvem o esporte, como o recente resultado positivo do americano Floyd Landis, vencedor da Volta da França. Rogge afirmou que o ciclismo mantém sua “credibilidade intacta” graças ao controle rigoroso sobre os atletas no consumo de substâncias proibidas e às punições impostas aos atletas que dão positivo.

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– Um esporte é confiável sempre que está dirigido por um controle rigoroso que disponha da quantidade necessária de provas na competição para que seja mantida a boa ordem esportiva. Sempre que esteja disposto a punir os atletas que infrinjam as normas, mas também os que estão próximos dos atletas. E o ciclismo faz isto – disse Rogge após a reunião dos Comitês Olímpicos Europeus realizada em Roma.

O presidente do COI não acredita que haja um maior consumo de substâncias proibidas no ciclismo que em outros esportes e diz que a transcendência que existe nesta modalidade se deve a sua maior repercussão.

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– O doping é um assunto que existe em todos os esportes, mas há resultados positivos que são detectados em outras modalidades e que não ocupam as primeiras páginas dos jornais e dos quais apenas é abordada pela televisão. Esta é a diferença – declarou o presidente do COI.

– É por culpa da imprensa que as pessoas tem uma percepção distorcida de que no ciclismo há mais problemas – concluiu Rogge.