Maradona pede coerência sobre comando técnico do Boca

Ex-jogador afirmou que time não pode ficar seis meses sem treinador

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O ex-jogador Diego Maradona pediu ao presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, uma saída coerente para a controvérsia criada após a nomeação de Alfio Basile como técnico da seleção, ao afirmar que o Boca Juniors não pode ficar seis meses sem treinador.

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Maradona, que como vice-presidente do Departamento de Futebol do Boca assessora o presidente do clube, Mauricio Macri, pediu “flexibilidade” de Grondona, para que o atual técnico do Boca seja incorporado à seleção argentina só em janeiro de 2007.

– Defendo categoricamente o retorno de Basile à seleção. Só desejo uma saída elegante, e que não haja nenhum prejudicado nesta história – disse o ex-jogador argentino à Radio Mitre de Buenos Aires.

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Maradona, que em julho de 2005 convenceu Macri a contratar Basile como técnico do Boca, insistiu em que o clube só pede que o treinador fique por mais seis meses na entidade.

– Para nós, é um orgulho que o Boca dê seu técnico à seleção, mas isso dificulta nossa vida – disse, antes de descartar que Jorge Ribolzi, assistente de Basile, seja nomeado sucessor do treinador, como indicam especulações da imprensa.

O ex-jogador disse que quer participar da reunião entre Macri, Grondona e Basile na segunda-feira, quando o treinador volta da viagem do Boca pelo México. Maradona confia no “jogo de cintura” do dirigente da AFA para resolver este tema.

– Grondona tem muito jogo de cintura, e acho que ele será coerente com a decisão final. Queremos que o técnico fique até dezembro, mas também não vamos cortar a possibilidade de que ele vá para a seleção, nem queremos que ele fique no meio desta polêmica – disse.

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Desde que Grondona ofereceu o cargo de treinador a Basile, o Boca tentou contratar Maradona, Miguel Russo, Gerardo Martino, Marcelo Bielsa e Ricardo La Volpe para substituir o técnico, mas não teve sucesso.

O presidente da AFA não gosta da idéia de que Basile permaneça por mais seis meses no Boca. Nesta segunda-feira, Grondona considerou muito difícil esta possibilidade.

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O Boca tem uma agenda cheia de compromissos nos próximos meses. Além do Campeonato Argentino, deve defender seu título da Copa Sul-Americana, e disputar a Recopa Sul-Americana contra o São Paulo.