Empresário José Henrique Carneiro de Loyola recebe a Medalha Dona Francisca em Joinville

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O empresário José Henrique Carneiro de Loyola (foto), após muitos anos de dedicação profissional e à comunidade, recebeu a Medalha do Mérito Princesa Dona Francisca, a maior comenda de Joinville na noite deste dia 8, no Teatro Juarez Machado. A cerimônia fez parte da programação comemorativa dos 167 anos de Joinville.

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A homenagem tem muitos motivos. Controlador da Companhia Fabril Lepper e da Fiação São Bento, ex-vice-prefeito de Joinville, ex-secretário de Estado de Santa Catarina e ex-senador, Loyola sempre teve uma forte atuação comunitária. Entre os seus feitos, está a criação e manutenção por mais de 30 anos da Fundação 12 de Outubro, uma instituição beneficente voltada para a assistência a crianças e idosos e que, entre outras ações, construiu o prédio do Lar Betânia, em Joinville, e o Residencial Ventura, ambos para a terceira idade. Além disso, foi presidente do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, da Escola Técnica Tupy — ETTT/Sociesc e da Associação Empresarial de Joinville (Acij).

Confira a entrevista concedida pelo empresário.

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Qual é a importância de receber a Medalha do Mérito Princesa Dona Francisca?

Justamente por ser a mais alta comenda de Joinville, é um reconhecimento que muito me alegra. Não é muito comum o reconhecimento quando uma pessoa faz algo pela comunidade, quando inova a favor da comunidade. Eu me sinto muito feliz com isso.

Seu envolvimento comunitário sempre foi evidente, assim como toda uma geração de empresários da cidade. Pode nos falar um pouco sobre isso?

Você tem que estar presente, sempre. E isso se faz com trabalho. Esse meu envolvimento começou muito cedo. Eu fui vice-presidente da Acij desde a época em que a sede era na rua do Príncipe – e durante muitos anos. Essa consciência da necessidade de o empresário participar da vida comunitária vem do meu pai, Lauro Carneiro de Loyola, que dava muito de si para a cidade e ajudou a trazer infraestrutura, aeroporto… Esse modelo me conduziu para esse processo de participar das entidades empresariais e comunitárias, como o Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, por exemplo.

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Que momento pessoal o senhor considera o mais marcante de sua trajetória?

Foi, sem dúvida, ter recebido a bênção do papa Francisco, em novembro de 2016, com a minha esposa Helga. Foi o reconhecimento da Igreja pelas obras feitas em favor dela e dos mais necessitados. Como a doação e transferência da Fundação 12 de Outubro, que construiu dois ancianatos (o Lar Betânia e o Residencial Ventura), recuperou o Lar Abdon Batista integralmente para as crianças — dentro dos objetivos da fundação, que foi criada há mais de 30 anos para atender a idosos e crianças. E em São Bento do Sul viabilizou, com a doação dos terrenos para a construção, uma escola de formação profissional e o Caic, ambos no bairro Serra Alta.

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Qual foi o momento profissional que ficou marcado como o mais relevante de sua história?

Um momento marcante foi quando eu quebrei todas as máquinas de uma fábrica, a Fiação São Bento, em São Bento do Sul, e adquiri todo o maquinário zero-quilômetro, novo, na Alemanha. Com isso, passamos a produção de 80 toneladas/mês para 350t/mês, na época. Quatro vezes mais. Foi o mais marcante. Nunca tinha feito isso e não conheço ninguém que tenha feito. Foi uma ousadia que permitiu aumentar muito a produção. Hoje, podemos produzir mais de mil toneladas/mês.

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Como o senhor analisa o crescimento de Joinville e o desafios da cidade para o futuro?

Joinville tem um modelo positivo, conta com condomínio empresarial para a instalação de indústrias e ensino técnico, que forma gente capacitada. Isso é fundamental para viabilizar empregos, salários, instalações industriais e, por consequência, serviços para atender a todos. A locomotiva do processo de desenvolvimento de um país é a qualidade da educação e da capacitação da população e o apoio governamental.

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O senhor está lançando agora um livro para jovens. Por que a opção por este público específico para contar a sua experiência?

Porque essa história que é contada no livro é a de um jovem que fez o caminho que um jovem hoje pode fazer. Desde que inove, que tenha conhecimento prático, que não tenha medo de colocar a mão na massa e trabalhar para atingir seus objetivos. Por isso eu fiz. Para compartilhar essa experiência com quem está iniciando a vida profissional e na comunidade e, muitas vezes, não sabe bem por onde começar.