Cinco técnicos do Banco Mundial estão em Itajaí para avaliar a viabilidade técnica e econômica do projeto de mobilidade urbana regional integrada desenvolvido pelo projeto InovAmfri. O interesse veio do pioneirismo da proposta _ é a primeira, no Brasil, a ser projetada fora de uma região metropolitana constituída e por meio de consórcio intermunicipal. O projeto básico tem linhas interligando toda a região, com custo estimado em R$ 1,7 bilhão e previsão de implantação até 2045.
João Luiz Demantova, gerente do projeto InovAmfri, diz que as tratativas com o Banco Mundial começaram em junho. Entre os técnicos que vieram à região, dois ficam na base de Washington, nos Estados Unidos. Eles avaliarão auxílio na elaboração de projeto executivo, de engenharia, e na definição de um modelo de concessão. O mesmo tipo de apoio foi prestado em propostas de mobilidade nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG). O banco tem interesse nesse tipo de projeto para, no futuro, oferecer linhas de crédito para as concessionárias.
Plano de Transporte Coletivo Intermunicipal foi desenvolvido para o projeto InovAmfri pela empresa IDP Brasil Engenharia, que propôs dois modelos de mobilidade regional com linhas expressas de ônibus ou trens. A definição do melhor modelo ainda dependerá da análise de viabilidade técnica e do custo final da tarifa com cada um.
O projeto Inovamfri é uma parceria entre as cidades que integram a Associação dos Municípios da Foz do Itajaí-Açu (Amfri), com eixos de desenvolvimento econômico regional, gestão pública e mobilidade. Os estudos foram financiados pelo Governo do Estado, com verba de R$ 8 milhões, mais R$ 800 mil de contrapartida de cada um dos municípios participantes.