Polo de produção de aves e suínos com forte participação no mercado internacional, Santa Catarina tem potencial para avançar também na bovinocultura de corte, um segmento em que produz apenas 50% do total que consome. Presente nos 295 municípios do Estado, o rebanho soma 5 milhões de cabeças, das quais 72% são fêmeas, o que reforça o perfil de produção de leite. Anualmente, segundo dados apurados pela Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), SC abate 610 mil animais e, além disso, adquire de outros Estados 130 mil toneladas de carne. Para ampliar a produção, a entidade investe em gestão de propriedades.
Segundo o presidente da Federação, José Zeferino Pedrozo, a expansão é incentivada com o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Pecuária de Corte que qualifica agricultores. Neste ano, participaram do curso oferecido em parceria entre o Senar e o Sebrae/SC 840 produtores. No ano que vem, serão 1.500. A iniciativa é apoiada por 27 sindicatos rurais. As informações vão deste expansão da produção, renda líquida, nutrição e genética. Aliás, a bem-sucedida experiência em genética de bovinos de leite no Estado pode avançar para raças de corte.
Na manhã desta sexta, a Faesc reúne 500 produtores rurais do Estado na Fazenda Araucária, na comunidade Cambará, município de Bom Retiro, para apresentar os primeiros resultados do programa.
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