Para aliados de Fernando Haddad, o discurso de Cid Gomes (PDT-CE), exigindo autocrítica do partido do ex-presidente Lula, foi a pá de cal na candidatura petista. A sentença pode ser exagero, mas na volta dos trabalhos na Câmara, nesta semana, era o principal assunto entre deputados do PSB. Eles reclamavam da postura de Cid, mas sem tirar a razão do pedetista.
Ao contrário de Ciro, o irmão não é conhecido por falar sem pensar. Ele também tem a língua afiada, mas sempre manda recados com endereço certo. Neste caso, além de descolar de vez o PDT do PT, Cid deu o troco. No início da campanha, o PT puxou o tapete do PDT ao articular para afastar alianças de Ciro com PR e PSB. Precisando de votos, Haddad enfrenta crise dentro de casa.
No café do Senado
O nome de Esperidião Amin (PP-SC) já começou a circular no café do Senado como opção para presidir a Casa em 2019. Amin é deputado federal e volta ao Senado depois de quase 20 anos. Ele é apontado como parlamentar experiente e que poderá ter sintonia com o novo presidente da República. Renan Calheiros (MDB-AL) também está no páreo, mas enfrenta resistências.
No café da Câmara
Deputados do PSB reconhecem que, diante da nova configuração da Câmara, uma boa saída para os partidos de centro-esquerda é fechar um acordo com o centrão para tentar reeleger Rodrigo Maia (DEM-RJ) como presidente da Câmara. Eles foram alertados, no entanto, que Maia e o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) não se entendem desde a votação frustrada do projeto das 10 Medidas Contra Corrupção.
Badalado
Um dos principais articuladores políticos da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) e apontado pelo capitão como possível ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) virou o centro das atenções da imprensa no Congresso. Na terça, ele foi cercado por um grupo de jornalistas, que o acompanhou pelos corredores da Câmara, como normalmente ocorre com os presidentes das suas Casas e com ministros.
Haddad
Único deputado federal eleito pelo PT no Estado, Pedro Uczai afirma que o partido reforçou a estratégia para tentar alavancar a campanha de Fernando Haddad em três frentes: aumentar o enfrentamento das fake news nas redes sociais, o trabalho corpo a corpo com os eleitores e o uso de materiais visuais, como adesivos.
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