Foram liberadas na sexta-feira (10) as sete pessoas que estavam presas temporariamente no presídio de Caçador. Elas foram presas no início desse mês na Operação Emergência, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate as Organizações Criminosas (GAECO), através do Ministério Público, que apura fraude para furar a fila do SUS.
Entre os presos estão médicos, um vereador de Caçador, o ex-assessor parlamentar Selmir Bodanese, que é acusado pelo MP, de ser o principal articulador do esquema, e a esposa dele. Na decisão, o desembargador Carlos Alberto Civinski, disse que por enquanto não há motivos para decretar a prisão preventiva. Até o momento não existem relatos que os investigados tenham tentado contato ou pressão com as testemunhas e vítimas.
Ao todo, nove pessoas foram presas temporariamente, por conta do esquema que furava a fila do SUS. Os envolvidos recebiam dinheiro para fraudar o sistema de regulação, transformando cirurgias eletivas, aquelas que não envolvem risco de morte, em cirurgias de emergência. Dessa forma, quem pagava ao grupo, furava a fila de todos os outros que esperavam honestamente pelo procedimento. A investigação apurou que a maioria das cirurgias acontecia no hospital Maicé, de Caçador. Em nota, a direção geral do hospital disse que está auxiliando nas investigações pra apurar as responsabilidades.
Na semana passada o diretor do hospital e um médico que estavam presos foram liberados do presídio de Caçador. Com isso todos os investigados da operação Emergência passam a responder o processo em liberdade, mas não podem ter contato com as testemunhas e precisam se apresentar em juízo a cada 30 dias.
A defesa do ex-assessor parlamentar e da esposa disse por meio de nota “que não há qualquer prova que aponte para a conduta delituosa imputada aos acusados, aguardando a conclusão das investigações para saber se será oferecida denúncia pelo MP ou o arquivamento do procedimento, em razão da ausência de provas." – informa a nota do advogado do casal, Johny Marcos Tibes de Souza.