Barco da brasileira Martine Grael chega a Itajaí

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A mais esperada chegada da etapa da Volvo Ocean Race para os brasileiros ocorreu na madrugada desta quinta-feira, horas antes do previsto. O barco holandês Akzo Nobel, que tem entre os tripulantes Martine Grael _ a única brasileira na disputa da regata volta ao mundo _ cruzou a linha de chegada à 1h38min da manhã, depois de uma jornada de 18 dias desde Auckland, na Nova Zelândia. O veleiro terminou a perna em terceiro lugar.

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Martine foi recepcionada pelo pai, Torben Grael, e pela mãe, Andrea, que velejaram com o barco Itajaí Sailing Team, que representa a cidade de Itajaí, para encontrar a filha em alto-mar. O encontro, já na Vila da Regata, em Itajaí, teve direito a abraços emocionados. Foi o ponto alto da chegada, que assim como os dois primeiros colocados (o holandês Team Brunel e o chinês Dongfeng) teve uma comemoração discreta, em respeito à morte do velejador Jhon Fisher, da equipe SHK/Scallywag.

Para Martine Grael, esta foi a primeira experiência de travessia do Cabo Horn, no extremo Sul do planeta. Já em terra firme, ela disse que prestou muita atenção aos atletas que já tinham enfrentado o desafio:

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_ Eu sabia onde estava me metendo, mas você não tem a experiência até realmente fazer, as condições são muito duras. Foi uma velejada incrível, passar pelo Cabo Horn, mítico, foi um marco na minha carreira _ afirmou a medalhista olímpica.

Segundo ela, a morte de Fisher alterou a forma como a equipe encarou a prova nos últimos dias.

_ Mudou um pouco a forma como a gente estava velejando, prezamos muito mais pela segurança _ afirmou.

Em solo brasileiro, o primeiro desejo de Martine, após reencontrar a família, foi dos mais simples: arroz e feijão. A velejadora segue no Brasil até 22 de abril, quando os barcos partem de Itajaí para os Estados Unidos.

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Três pódios

Comandante do barco Akzo Nobel, o holandês Simeon Tienport disse que o objetivo principal era o pódio. A equipe conseguiu em Itajaí o terceiro pódio seguido _ repetiu o feito em Hong Kong, onde também ficou em terceiro lugar, e foi a primeira na Nova Zelândia.

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O time iniciou a prova cercado de polêmica, depois que Tienport, que havia sido demitido por quebra de cláusula contratual, conquistou na Justiça o direito de retomar a posição de comandante.

A mudança fez com que o time largasse com instabilidade na Espanha, em outubro do ano passado. Os últimos resultados, no entanto, mostram que as dificuldades foram superadas.