O número de pessoas ocupadas na administração direta e indireta do governo de Santa Catarina cresceu 15,1% entre 2014 e 2017, enquanto na média dos Estados do país houve uma retração de 5% no mesmo período. É isso que mostra a pesquisa Perfil dos Estados Brasileiros (Estadic 2017), divulgada ontem pelo IBGE, que não inclui trabalhadores de empresas terceirizadas. Em 2014, o Estado tinha 77.810 servidores para atender as demandas consideradas pelo instituto e fechou 2017 com 89.533. SC ficou em segundo lugar nesse ranking, atrás apenas do Pará, que teve um acréscimo de 27,9% do quadro, passando de 81.846 para 104.711. Em terceiro lugar ficou Minas Gerais, que ampliou de 344.107 para 379.161, mais 10,2% no período.
As novas contratações em Santa Catarina por concurso público se justificaram em função das necessidades de repor profissionais que se aposentaram e de novas exigências legais que demandaram mais trabalhadores, num cenário econômico em que as contas públicas permitiam um acréscimo de pessoal. Nesses quatro anos considerados na pesquisa, a gestão do governador Raimundo Colombo promoveu concursos e admitiu novos servidores, principalmente para as áreas de segurança e educação, informa o jornalista Claudio Thomas, que foi o diretor de imprensa do governo de Colombo.
Segundo ele, apenas na área de segurança, foram admitidos cerca de 9 mil desde 2011 para repor quadros da Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto Geral de Perícias (IGP) e Bombeiros Militares. Além disso, o Supremo Tribunal Federal exigiu a criação da Defensoria Pública, que abriu 60 vagas iniciais e outras. Na área de educação, foram contratados cerca de 5 mil professores.
– Nos últimos anos, o Estado congelou os reajustes para o funcionalismo em função da crise, mas a folha de pagamento cresce vegetativamente de 4% a 5% ao ano – explica Thomas, ao observar que, em função das dificuldades financeiras, o Estado mudou a previdência e fechou estatais, entre outras medidas.
O governador Eduardo Pinho Moreira, que assumiu em fevereiro o Executivo, está fazendo um esforço para reduzir custos com a folha. Entre as medidas, desativou 15 administrações regionais e extinguiu mais de 500 cargos comissionados, destaca a atual diretora de imprensa do governo, Lúcia Helena Vieira.
– Tem áreas como segurança e educação que não têm outro jeito a não ser contratar mais servidores. Na terça-feira, o governador anunciou novo concurso público para agente prisional. Serão abertas 800 vagas, que serão ocupadas gradativamente, sendo 100 novos agentes numa primeira etapa – afirma a diretora.
A pesquisa do IBGE mostrou que os Estados que mais reduziram o número de servidores no período foram Paraíba, -30,8%, seguida pelo Rio Grande do Sul, com -20,5%, e Roraima, -15,2%.
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