O chefe executivo da Federação de Futebol da Austrália (FFA), John O’Neill, declarou hoje que a entidade vai anunciar oficialmente os planos de organizar a Copa do Mundo de 2018 dentro de duas semanas.
O’Neill disse que a necessidade de levar a Copa do Mundo à região do Pacífico pela primeira vez na história é a prioridade da FFA.
O dirigente opinou que a Austrália está em condições de disputar com a Inglaterra, até agora apontada como favorita, o direito de organizar o Mundial de 2018.
– Com o apoio dos Governos federal e estaduais, estamos dispostos e determinados a ganhar – afirmou O’Neill.
– Acho que merecemos a oportunidade. A África do Sul vai organizar a Copa de 2010. Com isso, em todo o mundo só vai ficar faltando a região do Pacífico – continuou O’Neill.
Ele reconheceu que existe uma forte pressão para que a Copa do Mundo volte à Europa em 2018.
– Por isso devemos estar preparados e com os olhos bem abertos – ressaltou.
– Os ingleses têm uma boa infra-estrutura e têm tradição futebolística, mas nós também estamos muito bem preparados – afirmou.
O dirigente agradeceu o apoio dos Governos estaduais e territoriais, mas avisou que as rixas poderiam afetar a candidatura.
– Todos os líderes dos estados e territórios australianos devem cantar o mesmo hino, assim como o Governo federal – acrescentou.
– Não queremos uma briga inútil entre Sydney e Melbourne para saber onde será a final. Primeiro, vamos lutar juntos para ganhar a licitação. Depois decidiremos onde serão os jogos – disse O’Neill.
A Austrália quer organizar torneios da Confederação de Futebol da Ásia (CFA), à qual pertence desde janeiro. Eles serviriam como vitrine para a sua candidatura.
Torneios como a Copa de Nações da Ásia ajudariam a Austrália a ganhar o apoio do continente.
– O outro país asiático interessado seria a China, mas nossas credenciais são muito significativas. Nós pertencemos à Ásia, mas também somos parte do Pacífico, e o fato de que a região do Pacífico nunca organizou um Mundial pode pesar – concluiu O’Neill.