Cristiano Buerger, um dos fundadores da blumenauense Tecnoblu e do movimento Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC), Claudio Grando, da Audaces, e Dênis Lunelli, do Grupo Lunelli, integram o grupo de empresários do ramo têxtil que ajudou a articular a vinda ao Brasil de uma filial da Denim City, uma espécie de escola do jeans criada na Holanda. A unidade foi lançada na semana passada e vai funcionar em uma antiga fábrica no Brás, bairro de São Paulo. A ideia é que a partir do ano que vem o espaço ofereça cursos técnicos, ministrados por estilistas e profissionais da área, relacionados a esse tipo de tecido, desde a produção de fios até a modelagem do produto final. Se der certo, a proposta pode rodar o país com especializações itinerantes.Entusiasta da inovação dentro da indústria têxtil, Buerger acredita que o setor precisa investir mais em sustentabilidade e design para agregar valor aos produtos – esta é também uma das principais razões de existir do SCMC.
Ele exalta o fato de a Denim City ter nascido em um país sem muita tradição no ramo da moda, mas que soube entender a necessidade de evolução desse mercado a partir da criação de um ambiente plural e de inovação em Amsterdã, que acabou atraindo grandes marcas de jeans para lá. Trata-se de um movimento que, entende o empresário, precisa ser multiplicado.– A gente entende que é vital para o futuro da nossa cadeia melhorar todo o know how do processo – avalia.Outras filiais da Denim City estão previstas para a Califórnia, nos Estados Unidos, e também no Japão e na Alemanha, conta o empresário. Consolidadas, elas criariam uma extensa rede de conhecimento, abrindo possibilidades de intercâmbio entre diferentes mercados.
Proposta para SC
Buerger pensa em mobilizar entidades representativas relacionadas ao setor têxtil catarinense para trazer algo semelhante, no futuro, para o Estado. Não seria algo ligado exclusivamente ao jeans, mas que complementasse pontos fortes da indústria local, como os segmentos de malharia, cama, mesa, banho e decoração.
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Na estrada
A Associação Nacional de Fabricantes de Veículos (Anfavea) faz contas e revela: as vendas de veículos aumentaram 17,7% em julho sobre o mesmo mês do ano passado. Foram emplacados 217,5 mil unidades. O destaque é o aumento dos negócios com caminhões, alta de 45%. Os dados comprovam que a indústria automotiva reage. Ainda no campo da indústria automotiva, é esperado que o Congresso aprecie, neste semestre, o programa Rota 2030, que estabelece regramento para a produção e venda de veículos no país e toda sua cadeia produtiva, incluindo o segmento de ferramentarias.
Reajustes
Até o fim do ano, o preço do óleo diesel terá um reajuste por mês. As variações vão acompanhar as oscilações dos preços internacionais do petróleo e do câmbio.