O Serviço Municipal de Água e Saneamento de Itajaí (Semasa) lançará esta semana uma licitação para trocar os hidrômetros da cidade por versões eletrônicas. O edital, que tem valor máximo de R$ 7 milhões, prevê a troca de mais de 15 mil aparelhos e a instalação de sistema de telemetria. Para o Semasa, a substituição promete ser lucrativa: em testes realizados nos últimos meses, o hidrômetro eletrônico chegou a dobrar o consumo de água registrado. A média de ganho é de 20%.
Diego Antônio da Silva, diretor do Semasa, diz que a diferença ocorre porque a maioria dos hidrômetros de Itajaí já passou do “prazo de validade”, que é de cinco anos. A partir daí, o aparelho passa a ter medições imprecisas _ oito anos após a instalação, por exemplo, marca um consumo 40% menor do que o normal.
Empresas dos Estados Unidos, Israel e uma brasileira produzem esse tipo de hidrômetro. Em Santa Catarina, a mesma tecnologia é usada em Joinville desde 2015. A cidade tem 3 mil hidrômetros equipados com telemetria _ o sistema eletrônico _ que indicam em tempo real, via sinal de rádio frequência, a leitura e o consumo à empresa de água, e informam se há algum problema com o equipamento. Em Itajaí, as fraudes mais comuns são os “gatos”, os relógios danificados e a inversão do hidrômetro para que diminua o registro.
A previsão é os primeiros novos hidrômetros sejam instalados ainda este ano. Os primeiros aparelhos com sistema de telemetria serão colocados na Praia Brava, na Fazenda e em Cabeçudas, e também substituirão o modelo atual nos 800 maiores consumidores de água da cidade _ o que inclui hospitais e unidades prisionais.
Aplicativo
O Semasa pretende lançar, no futuro, um aplicativo de celular para que o usuário consiga, assim como a empresa de água, acompanhar o consumo em tempo real e identificar eventuais problemas, como vazamentos. Mas não há prazo para que seja lançado.