O procurador da República Marco Aurélio Dutra Aydos, do Ministério Público Federal (MPF) em Santa Catarina, pediu revisão à 3ª Turma Recursal da Justiça Federal em Santa Catarina da decisão judicial da juíza Simone Barbisan Fortes que arquivou a denúncia contra o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Ubaldo Cesar Balthazar e o chefe de gabinete dele, Áureo Mafra de Moraes.
No texto, ele argumenta que "não é por receber a denúncia que a Justiça se colocaria dentro da alegada 'ante-sala' do alegado 'fascismo'" e, ao contrário disso, "a existência da ação penal, em si, é indiciária de que não vivemos em período de exceção". Para Marco Aurélio Aydos, "é no diálogo, na reflexão e na abertura, respeitosa, à alteridade dos outros, que a Universidade pode ajudar a consolidar nossa fragilizada democracia, não na incitação à barbárie e à destruição de alegados Inimigos".
Ele afirma ainda esperar, "em nome do interesse público e do Estado de Direito, com serenidade, que o julgamento pelo Colegiado possa debater e por fim decidir-se pela melhor solução, tendo por fim maior a paz social".