Mais geração solar por meio de cooperativas do setor agropecuário

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A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Abesolar) prevê expansão acelerada da geração de energia solar no Brasil. Hoje, o país conta com cerca de 2,5 gigawatts (GW), com aumento superior a 100% este ano, mas o plano é chegar a 30 GW até 2030. Por isso, para facilitar investimentos, o Instituto Ideal, de Florianópolis, voltado ao incentivo para energias alternativas na América Latina, apresentou na Intersolar South America, em São Paulo, o projeto Cooperativas Solares, que permite usinas em conjunto tanto por famílias, quanto por empresas ou o setor público.

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Segundo o presidente do Ideal, Mauro Passos, esse é um caminho para novas possibilidades de negócio no campo. Uma cooperativa, além de usar a energia que necessita pode comercializar o excedente pelo sistema integrado nacional. 

– É um programa para toda a América Latina, que visa trazer renda ao campo e aponta para a possibilidade de o campo se libertar do diesel. O agricultor se libertaria das variações de preços causadas pelas crises cambiais e da necessidade de trazer combustível de longe – explica Mauro Passos.

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Três países da América Latina foram escolhidos para serem modelos: Brasil, Chile e México. O Instituto Ideal ficou responsável para difundir esse novo programa no Brasil. No México e no Chile a iniciativa terá apoio da DGRV, que é a associação das cooperativas da Alemanha e da GIZ, agência de desenvolvimento alemã.

O Ideal, que foi representado por passos e pelo diretor científico, o professor Ricardo Ruther, também apresentou estudo anual sobre a evolução da geração solar fotovoltaica no Brasil. Nos últimos anos, os investimentos de empresas nessa área avançaram. Até recentemente, 90% dos projetos eram para residências. Agora, esse percentual caiu para 70% em função do avanço de projetos em empresas, instituições e no setor público.