Jair Bolsonaro tem lição de casa para fazer

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(Foto: Nelson Almeida / AFP)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) completa nesta quarta-feira 100 dias de governo com uma lição de casa a fazer. Embora tenha saído das urnas com a maioria do Congresso alinhada, o governo está sem base de apoio no Parlamento.

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O presidente e seus conselheiros não conseguiram encontrar um modelo de articulação política que possa ser efetiva, tanto para assegurar aprovação de uma reforma da Previdência robusta, quanto para a votação de qualquer outro projeto. A ideia de negociar com as bancadas temáticas fracassou. O negócio é mesmo conversar com os líderes dos partidos.

O problema é que Bolsonaro não é um grande articulador. Deputados e senadores que saíram das reuniões com ele reclamam que o presidente sequer pede claramente apoio para votar as mudanças na aposentadoria. Há ainda necessidade de estreitar a relação com os Estados. Santa Catarina, por exemplo, aguarda por investimentos na área de infraestrutura, em especial por meio das concessões. Também o Ministério da Economia tem acenado com um programa de ajuda aos governadores, mas, por enquanto, não saiu do estágio da promessa.

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Diante da queda de popularidade nestes primeiros meses, Jair Bolsonaro promete viajar pelas regiões do Brasil para falar dos principais projetos e conquistas.

A agenda de compromissos começa pelo Nordeste. Mas Santa Catarina não pode ficar de fora. Brasília tem muito o que fazer pelo Estado catarinense.

Fórum parlamentar

O presidente da Federação Catarinense dos Municípios (FECAM), Joares Ponticelli, participa nesta quarta-feira da reunião do Fórum Parlamentar Catarinense, em Brasília, quando irá apresentar a pauta de reivindicações dos municípios do Estado. Nesse mesmo encontro, o deputado Peninha Mendonça (MDB) assume a coordenação da frente parlamentar.

Climão

A sessão para a leitura do relatório da reforma da Previdência na CCJ, nesta terça-feira, é só o começo das dificuldades para discutir as mudanças na aposentadoria.

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A reunião estava marcada para as 14h30min, mas até as 19h o texto sequer tinha sido lido. A oposição jogou bem com o Regimento, atrasando ao máximo os trabalhos. A bizarrice chegou ao extremo com um deputado sendo acusado de estar armado dentro da CCJ. A sessão teve que ser suspensa. O líder do PSL, delegado Waldir, estava apenas com o coldre da arma. Mas foi mais uma desculpa para atrasar ainda mais as atividades.

Sem resposta

O ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) tem um assunto espinhoso pela frente: as placas de carros padrão Mercosul. Um parlamentar, que reclama dos custos e da falta de segurança da mudança, teve pedido de reunião com o ministro adiada em três oportunidades. Pela demora de Tarcísio, ainda não há definição sobre o assunto. O presidente Jair Bolsonaro anunciou que pretende rever as mudanças.