Criptomoedas versus ações: empresário fala de vantagens e desvantagens

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Florianópolis sedia neste sábado (06), no Lagoa Iate Clube (LIC) a quarta edição do Bitcoin Summit, um dos principais eventos de criptomoedas da América Latina. O programa previa uma batalha de investimentos em bolsa de valores versus em criptomodedas. Essa disputa foi suspensa porque o investidor tradicional desistiu, mas o empresário Rocelo Lopes, promotor do evento e CEO da empresa Stratum, falou para a coluna sobre razões pelas quais há mais investidores em criptomoedas do que em ações no Brasil. A propósito, essa situação está levando o Ministério da Economia a elaborar um plano para desburocratizar o mercado acionário. Confira o que disse Rocelo Lopes sobre esses dois tipos de investimentos.

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Investimentos em ações

— Para investir em ações é preciso ser um técnico, um especialista no assunto. É muito complexo e o usuário não tem transparência nenhuma. Se mudar o presidente da República pode ser que muda o valor das ações. O garoto power point (Eike Batista), que falava que tinha petróleo, as empresas X dele eram pura enganação. Então você não tem uma transparência, há um desleixo na parte de tecnologia. O próprio corretor tem uma série de receios de fazer alguma coisa errada, ser punido e perder a licença investir. Então, todas essas regras assustam o investidor, inclusive o estrangeiro. Esse vê que se mudar o presidente vai haver um colapso então pensa: estou fora. Há um protecionismo do governo brasileiro para as estatais. Então é difícil para o investidor em ações.

Investimentos em criptomoedas

— A falta de regulamentação no mercado de criptomoedas acaba atraindo o investidor porque não há uma série de normas e proibições. Se uma criptomoeda está em alta no mundo eu consigo comprar. Ninguém pergunta nada, é um mercado extremamente transparente que usa tecnologia de ponta. Se eu decidir ir embora do Brasil porque a maneira que o governo trata a criptomoeda não é boa, eu pego o meu celular com as minhas cripomoedas e vou para qualquer lugar do mundo. Se eu quiser, vou para as Ilhas Maurício, vendo lá as minhas biticoins para pagar minhas despesas.

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Nós, da Stratum, fizemos um produto em Hong Kong. O usuário compra uma única criptomoeda chamada Blue, lastreada em outras criptomoedas. Então, para o investidor, a gente está facilitando. Quando você compara os dois mercados, você só vê dificuldades no convencional, de ações. No caso das criptomoedas você só vê facilidades. É claro que há falta de conhecimento sobre criptomoedas, não há um órgão regulador desse mercado, e agora? Essa é a parte boa, o mercado se autoregulamenta.