
O fantasma de uma nova greve dos caminhoneiros voltou a rondar o Palácio do Planalto, que agiu rápido ao suspender, pelo menos temporariamente, a nova tabela de frete – anunciada na semana passada. Apesar de ser uma reivindicação antiga da categoria, os preços mínimos apresentados não agradaram.
Após críticas, o governo viu acender o alerta vermelho quando, no final de semana, diversos grupos no WhatsApp voltaram a falar em paralisação. Segundo o presidente Jair Bolsonaro, há informações de que o caso já “está resolvido”. No entanto, a situação não é tão simples assim. Afinal, há uma nova rodada de reuniões marcada para nesta quarta-feira (24) entre governo e representantes da categoria, em Brasília.
Vale lembrar que, em menos de sete meses de governo, o risco de greve já atormentou o Executivo. Tanto que, em abril, Bolsonaro causou alvoroço no mercado ao intervir na Petrobras e ordenar a queda no valor do diesel. Ainda houve anúncio de crédito facilitado e mudança na política de reajuste dos combustíveis.
Mais do que evitar uma nova greve, o governo quer evitar rusgas com os caminhoneiros, vistos como aliados. Além disso, uma nova parada poderia comprometer ainda mais as pálidas projeções de desempenho da economia em 2019.
