As improvisações e os bons conceitos, apesar da derrota do Avaí

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Foto: Jackson Lima

O  grande receio para a estreia do técnico Alberto Valentim era o número de improvisações na escalação do Avaí. Escrevi sobre isso. Mas com a ressalva que Valentim tinha o grande argumento para mexer no time, que era a falta de resultados. Pois bem, uma das improvisações acabou matando o time em Fortaleza.

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O volante Luanderson na zaga foi o caminho para os gols. Mesmo que tenha qualificado a saída de bola, que já tenha jogado na zaga em outro momento, que tenha sofrido uma carga nas costas no primeiro gol, Luanderson mostrou muita fragilidade no alto, indispensável para qualquer zagueiro. Aquele corpo a corpo, aquele tempo de bola, aquela imposição que o defensor tem que ter, tudo o que faltou para o volante que jogava como quarto zagueiro. Não foi bom pro time e não foi bom pra ele. 

Luanderson é um bom volante e deveria querer brigar por uma vaga na entrada da área, ao lado de Pedro Castro. Mas como zagueiro não vai poder. A questão é que o Avaí não tem tempo para que ele aprenda a jogar ali.

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Ao lado de Betão, o melhor ainda é Kunde, que desta vez nem viajou com o time. As outras improvisações não foram mal na partida. Julinho foi bem no meio, de frente para o jogo e cobrindo o lado esquerdo. E Lourenço não teve problema nenhum em jogar aberto pela direita, como jogou em 45 minutos.

Análise

Bons conceitos, apesar da derrota avaiana

O Avaí finalizou 14 vezes, trocou 470 passes e teve 57,5% de posse de bola. Fora esses números, o time jogou com uma compactação boa para apenas 20 dias de treinamentos com o novo técnico Alberto Valentim. O time mais próximo não dá espaços ao adversário, não dá conforto. Foi o que aconteceu. O Fortaleza venceu porque foi mais eficiente e porque já está rodado e isso ajuda a resolver os problemas que aparecem em campo. 

O Avaí, com um time mais próximo, facilita a troca de passes, o que aparece claramente nos números da partida. O que faltou foi realmente o ataque, um velho problema. Os movimentos de ataque, com as triangulações de lado do campo, que geram espaços, desmontando a defesa adversária. O que faltou foi atacante fazendo diagonal por trás da defesa, para oferecer a possibilidade do passe. São coisas para corrigir. Acredito que Valentim está no caminho certo para fazer o Avaí melhor e mais competitivo.

O problema é a exigência altíssima de resultados, talvez não seja tempo suficiente. Mas o trabalho que precisa ser feita é este. Registre-se que em nove rodadas com Geninho o time teve média de finalização de 9,7, média de passes de 310/jogo, média de posse de bola de 45,4%.