Chuva deixa desabrigados, alaga casas e interdita ruas em cidades do Vale do Itajaí

Enxurrada castigou principalmente o Alto Vale na noite desta quinta e madrugada de sexta-feira (dias 2 e 3)

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Agrolândia (duas primeiras fotos) Dona Emma

(Foto: Defesa Civil de Agrolândia/Divulgação)

A chuva forte que atingiu o Vale do Itajaí na noite de quinta-feira (2) causou estragos em diversas cidades da região. Rodeio, Rio do Sul, Presidente Getúlio, Agrolândia, Dona Emma, e Braço do Trombudo tiveram ruas interditadas pelos alagamentos, casas invadidas pela água e, por consequência, desabrigados.

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Em Rodeio, cidade que sofreu com outra enxurrada em janeiro, quando cinco pessoas morreram, novamente a água invadiu imóveis. A chuva trouxe a lama dos deslizamentos do mês passado e moradores de áreas de risco foram orientados pela Defesa Civil a buscar o abrigo municipal. No começo da manhã desta sexta-feira (3) ainda não se sabia quantas famílias recorreram ao suporte público.

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Conforme o prefeito Valcir Ferrari, os bairros mais atingidos foram o Centro, Diamante e Glória.

— Algumas famílias fizeram limpeza e estavam voltando para casa nesse final de semana e pegaram água e lama novamente — lamentou.

Em nenhuma cidade há relatos de feridos, apenas danos materiais.

Alto Vale

Em Agrolândia, no Alto Vale, em uma hora choveu 120 milímetros. Foi tanta água em pouco tempo que casas e imóveis públicos ficaram inundados. Alguns comerciantes conseguiram retirar os produtos a tempo de evitar mais prejuízos, contou a Defesa Civil. Duas famílias deixaram as residências a pedido do órgão por precaução.

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No Alto Vale, a chuva começou por volta das 20h. Braço do Trombudo, Presidente Getúlio e Dona Emma também tiveram ocorrências. Estradas no interior de Braço do Trombudo ficaram danificadas. Segundo o prefeito Nildo Melmestet, não houve desabrigados, mas a água entrou em comércios do Centro. O município trabalha no levantamento dos estragos para avaliar a situação.

— Foi muito assustador — resumiu Melmestet.

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Em Dona Emma, mais de 700 dos 1892 imóveis atendidos pela Celesc ainda estavam sem energia elétrica na manhã desta sexta. Diversas residências na localidade de Caminho do Morro, Centro e Nova Esperança foram atingidas pelas águas. Moradores relataram aos bombeiros voluntários que nunca sofreram com as chuvas, sendo que nesta madrugada foram pegos de surpresa com a elevação rápida do rio e córregos.

Há árvores caídas na SC-340, na localidade de Caminho do Posto, em direção à Witmarsum, deixando alguns pontos em meia pista. O setor de Obras de Dona Emma trabalha para remover as barreiras.

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Em Presidente Getúlio, a lama em uma rua da localidade Mirador exige atenção dos motoristas. Em Ribeirão da Onça, há pontos de queda de barreira que impedem a passagem de veículos, alertaram os bombeiros voluntários.

A Defesa Civil de Rio do Sul foi acionada por moradores para atender algumas ocorrências por causa da chuva da noite de quinta e madrugada de sexta-feira. O principais alagamentos foram no loteamento Bianchet, no bairro Taboão, e na Rua Oscar Barcelos, mas outras vias e casas registraram a mesma ocorrência. Um imóvel do bairro Canta Galo ficou danificado depois de uma tubulação romper.

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No bairro Santana houve queda de muro seguida de deslizamento de terra. O acumulado de chuva desde as 21h de quinta até o início da manhã desta sexta foi de 96,6 milímetros. O nível do rio ultrapassou os 5,71 metros às 8h e a Defesa Civil trabalha em estado de alerta, mas sem risco de enchentes.

As barragens de Ituporanga e Taió estão com todas as comportas fechadas.

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