Empresa de TI de Blumenau vai investir R$ 30 milhões para abrir mercado no exterior

Portugal, Canadá, EUA e Alemanha estão no radar da Datainfo

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Marcio Gonçalves (E) e Marcelo Ferrari (D), sócios da Datainfo (Foto: Patrick Rodrigues, BD)

A Datainfo, empresa de Blumenau que presta serviços em tecnologia da informação e desenvolve e comercializa softwares de gestão, anunciou que vai investir R$ 30 milhões para acelerar o processo de internacionalização. O aporte será direcionado à abertura de escritórios e estruturação de equipes de trabalho no exterior.

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Quatro destinos estão mapeados: Portugal, Canadá, Estados Unidos e Alemanha. O CEO Márcio Gonçalves diz que a ideia é ter os escritórios já funcionando nos dois primeiros países até o fim do primeiro semestre deste ano. O mercado português, com quem a Datainfo já mantém contato há mais tempo, será o primeiro.

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— Aí vamos sentir um pouco mais antes de deliberar sobre a entrada com unidade física nos Estados Unidos e na Alemanha — diz.

Com consultoria da Fundação Dom Cabral e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), a expansão internacional vai acontecer ao longo de três etapas, projeta o executivo. Primeiro, a ideia é estruturar escritórios de representação comercial, que possam prospectar novos clientes no exterior. Neste caso, os serviços oferecidos serão prestados pela unidade brasileira.

Depois, a ideia é montar equipes nesses países, para aprimorar o atendimento e o suporte. Por fim, o plano é mapear e comprar empresas internacionais menores que agreguem valor ao portfólio e facilitem a ampliação de mercado. Segundo Gonçalves, uma das apostas será o desenvolvimento de sistemas de gestão personalizados.

A Datainfo divulga ter crescido 30% em 2022. A empresa, que tem 700 funcionários diretos e investiu R$ 15 milhões em uma nova sede em Blumenau, não abre o faturamento, mas diz que ele é superior a R$ 100 milhões. Para 2023, a projeção é manter o mesmo ritmo.

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Segundo Gonçalves, a companhia tem estado atenta a oportunidades de novas aquisições e também não descarta a ideia de abrir capital no futuro. O foco no momento, no entanto, é consolidar as novas operações no exterior ao longo dos próximos três anos. O executivo crê que a internacionalização seria um trunfo para facilitar o caminho para a entrada na Bolsa.

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