Ao assumir mais um mandato de um ano à frente da Associação Empresarial de Joinville (Acij) o empresário João Martinelli falou de avanços da economia local como a geração de empregos, mas aproveitou para cobrar mais investimentos do Estado no município, especialmente ao sistema viário. O desafio da infraestrutura também foi destacado por outras autoridades no evento, entre as quais a vice-governadora Daniela Reinehr e o prefeito Udo Döhler. Confira entrevista de Martinelli a seguir.
O que vai piriorizar no seu segundo mandato à frente da Acij?
Tem duas coisas que precisamos olhar com carinho. A primeira é continuar insistindo nos pleitos de Joinville junto ao governo do Estado. Conseguimos agora a duplicação das avenidas Hans Dieter e Meister (ligação ao Distrito Industrial), mas não temos um acesso decente na BR-101, o que é uma vergonha para a cidade. Precisamos abrir a rua Almirante Jaceguay e duplicar a Ottokar Doerffel. O município não tem dinheiro para isso. A questão do Hospital São José também é um problema (participação do Estado nas despesas). A segunda coisa é a sucessão municipal. Vamos discutir com os partidos, buscar atender o lado da sociedade, da comunidade.
Quais são as expectativas para a economia de Joinville este ano?
Estávamos indo bem, mas em maio, nos empregos, mais demitimos do que contratamos. Isso nos preocupou. É um sinal de que o empresário começou a perder a paciência com a espera da reforma da Previdência. Essa demora é um mal para o país. Mas Joinville, este ano, já conseguiu mais 6 mil novos empregos. Esperamos chegar a 10 mil novas vagas até o fim do ano. Daí voltaremos ao índice de antes da crise. Até o fim do ano vamos recuperar os empregos que perdemos na recessão. Vamos levar três anos para recuperar. Imagina quanto tempo nós perdemos.
As empresas estão investindo ou esperando a Previdência?
Estão investindo, estão indo muito bem. É surpreendente como estão indo bem. Os balanços estão ótimos.
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