3 destinos para conhecer na Toscana

Museus, igrejas, monumentos históricos e belas paisagens completam o roteiro turístico pela região da Itália

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Paisagem de Florença, Itália

(Imagem: Anton_Ivanov | Shutterstock)

Região considerada entre as mais incríveis da Itália – ou do mundo –, reúne, em uma porção territorial de 23 mil quilômetros quadrados, centenas de charmosos vilarejos, vinhedos e vinhos deliciosos, encostas douradas por campos de girassóis e muitas igrejas e museus. Situada na região central do país, a Toscana é formada pela capital Florença, Siena, Pisa e cidadezinhas encantadoras, além de um arquipélago onde se destaca a Ilha de Elba.

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Vá com tempo e não tenha pressa

Há muito o que ver e curtir. Portanto, não desperdice a viagem se tiver pouco tempo. A chance de voltar frustrado é gigante. O melhor a fazer é estabelecer prioridades e deixar outros pontos para uma outra vez. Entenda que visitar a Toscana exige tempo e muita tranquilidade para aproveitar cada descoberta. Parar para contemplar o visual e fazer refeições sem tempo estabelecido são primordiais. Comer e beber estão entre os momentos mais importantes da viagem ao destino. Então, não tenha pressa.

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Para não perder tempo

Quanto mais tempo tiver para dedicar aos recantos toscanos, muito melhor será. Mas não menos de uma semana. E, para não perder tempo nas estradas e ter que ficar trocando muito de hotéis, o ideal é estabelecer algumas bases estratégicas. Evite também as autopistas, que, embora sejam mais rápidas, não oferecem o cenário das bucólicas estradinhas secundárias. Afinal, a contemplação também faz parte da magia da Toscana.

Florença: berço da renascença italiana

Comece o seu roteiro por Florença, cidade considerada o centro do humanismo europeu, que guarda belíssimos monumentos renascentistas e um riquíssimo patrimônio histórico-artístico reconhecido mundialmente. Tanto que foi uma das primeiras a ser incluídas na lista de Patrimônios Mundiais da Unesco. Portanto, reserve ao menos três dias à capital toscana.

Grandes nomes das artes e da literatura

Berço de artistas e intelectuais do século 13 até os dias atuais, o destino, que foi capital da Itália durante alguns anos, tem história marcada pela presença de grandes nomes das artes e da literatura. Entre os mais renomados, estão Francesco Petrarca (poeta), Giovanni Boccaccio (poeta), Filippo Brunelleschi (arquiteto e escultor), Michelangelo (pintor, escultor, poeta e arquiteto), Giorgio Vasari (pintor e arquiteto), Cimabue (pintor), Giotto (pintor e arquiteto), Leonardo Da Vinci (polímata), Lorenzo de Médici (estadista), Nicolau Maquiavel (historiador, poeta, diplomata e músico) e muitos outros.

Porém, nenhum deles teve a vida tão intrinsecamente ligada à cidade como o poeta Dante Alighieri, que nasceu em Florença em 1265. Considerado um dos mais importantes escritores da literatura universal, foi ele quem definiu e estruturou o idioma italiano moderno. Sua obra mais emblemática é “A Divina Comédia”, uma viagem literária escrita no século 14, na qual descreve a trajetória da sua alma pelo inferno e purgatório até o paraíso.

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Caminhe pela cidade

Prefira caminhar pela cidade. Os principais atrativos turísticos podem ser acessados a pé. E não é preciso andar muito para encontrá-los. Na região central, praças, monumentos, igrejas e museus estão em meio a lojas de grifes famosas, cafés e restaurantes imperdíveis. Impossível não imaginar como era a vida da sociedade local há oito séculos.

Visite o Duomo

Não deixe de subir até o Duomo, no complexo que inclui a Catedral de Santa Maria del Fiore, construção que data do século 13; o Batistério de São João, que tem mosaicos dourados em estilo bizantino em edifício com formas octogonais; o Museu dell’Opera, que abriga uma das quatro Pietà de Michelangelo; o Campanário de Giotto; e a cúpula de Brunelleschi. A fachada da igreja chama a atenção pelas formas renascentistas da porta de bronze e pelo incrível trabalho em mármore branco de Carrara e verde de Prato.

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Piazza della Signoria

Perto dali está a Piazza della Signoria, com a estátua majestosa do David de Michelangelo. Embora seja uma cópia da obra original, que está no museu da Accademia, em Veneza, ela domina as atenções. A esplêndida escultura está voltada para a Loggia della Signoria – também chamada Loggia dei Lanzi -, uma verdadeira galeria de arte ao ar livre. Ao lado da praça, o destaque é o Palazzo Vecchio, um dos palácios públicos medievais mais importantes da Itália.

Galleria degli Uffizi

Reserve algum tempo para conhecer a Galleria degli Uffizi (Galeria dos Ofícios), o museu de arte mais importante de Florença e o mais antigo da Europa moderna. Construído em 1560 por Vasari e, por muito tempo, serviu aos Médici – poderoso clã que dominou a cidade –, até que, em 1769, foi aberto à visitação pública. Seu acervo reúne grande quantidade de obras de arte, divididas em salas dedicadas a diferentes períodos artísticos.

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Galleria Palatina e Museu Nacional de Bargello

O roteiro das artes passa também pela Galleria Palatina, no monumental edifício do Palazzo Pitti, com obras de Giorgione, Raffaello e Tintoretto; e pelo Museu Nacional de Bargello – instalado no Palazzo del Bargello, um dos mais antigos edifícios públicos da cidade -, que guarda o famoso David di Donatello e o busto de Brutus de Michelangelo.

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Artes em templos religiosos

Importantes obras de arte também estão no interior de templos religiosos como a igreja de Santa Maria Novella, que guarda o maravilhoso afresco produzido por Masaccio e o famoso quadro do crucifixo sobre a mesa, de Giotto – que revolucionou a pintura ao introduzir a representação perspectiva; e nas capelas de Peruzzi e Bardi, na Basílica de Santa Croce, que conserva afrescos e obra de importantes artistas de várias épocas, além de túmulos de personalidades relevantes da história da cidade.

Uma outra igrejinha, construída em 1032, também é muito procurada pelos visitantes. É a de Santa Margherita, onde Dante Alighieri conheceu a sua amada Beatriz. Sobre o túmulo dela, há uma cesta de palha onde, diariamente, são deixadas cartas de amor e com pedidos.

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Passeio pelo Rio Arno

Em um passeio pelo Rio Arno, que atravessa a cidade, você irá passar pela Ponte Vecchio, onde estão lojas históricas de ourives. Também passará pelo corredor desenhado por Vasari, que ligava os edifícios na margem direita com o Palácio Pitti, na outra margem, e que era utilizado pelos Médici.

Se quiser algo mais romântico, escolha um passeio de barco conduzido por um “Renaioli” – os antigos transportadores de mercadorias em pequenos barcos que lembram as gôndolas de Veneza. Ao pôr do sol, fica ainda mais interessante.

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Conhecendo a melhor vista da cidade

O tour deve incluir ainda a Piazzale Michelangelo, que proporciona a melhor vista da cidade; a Piazza della Repubblica, que mescla lojas sofisticadas e palácios suntuosos; e o Nuovo Mercato, com sua fonte do Porcellino (um javali de bronze), onde, por tradição, moedas são jogadas com pedidos e desejos. Se tiver tempo, aproveite para conhecer e relaxar nos belos jardins do destino. Entre eles, o Boboli com fontes e estátuas; o Giardino Bardini, que tem uma ótima vista da cidade; e o Giardino delle Rose, com fontes, estátuas de Folon e rosas do mundo inteiro.

Siena: arte e arquitetura medieval

Cercada por belos vinhedos da rota dos vinhos Chianti, Siena possui muitos monumentos dos tempos medievais e ruelas que mais parecem um labirinto. É culturalmente rica e sua arquitetura é reconhecida pela estética marcante.

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Foi rival de Florença do século 13 a 15, quando disputava o poder político da região. Tanto que um dos seus ícones, a torre medieval do Palazzo Comunale – a Prefeitura Municipal, construída em 1342, em estilo gótico e ornada por lindos afrescos – tem mais de cem metros de altura, 12 a mais que a do Palazzo Vecchio, na capital toscana.

Palazzo Comunale e Piazza del Campo

O Palazzo Comunale está na Piazza del Campo, o principal ponto de encontro de moradores e visitantes. Ela é uma das maiores e mais preservadas praças medievais do continente. Um dos seus atrativos é a famosa Fonte Gaia, cuja água vem de um antigo aqueduto construído há mais de 500 anos. Com o formato de um leque, está cercada por dezenas de bares e restaurantes charmosos.

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Duomo de Siena e Museo dell’Opera

No centro histórico amuralhado, uma parada obrigatória é no Duomo de Siena, considerado também um Patrimônio Mundial pela Unesco. A catedral foi construída em estilo gótico-românico entre 1136 e 1182 e guarda obras-primas de valores inestimáveis. Na Piazza del Duomo, também está o Museo dell’Opera.

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Praça principal e santuário de Santa Catarina

A praça principal da cidade é a monumental Il Campo, que data do século 13, e é onde até hoje são realizadas corridas de cavalos (Il Palio) mundialmente famosas. As disputas ocorrem sempre nos meses de julho e agosto e costumam atrair milhares de turistas. Outra atração que merece uma visita é o santuário e a casa de Santa Catarina, padroeira de Siena. Em suas capelas e claustros, estão pinturas e esculturas que retratam a vida da Santa que foi canonizada em 1461.

Pisa: uma cidade rica em história e cultura

Conhecida mundialmente por causa da sua famosa torre inclinada, a cidade de Pisa tem muito mais a oferecer. Infelizmente, a grande maioria dos turistas não fica mais que um dia no destino.
A torre inclinada está na monumental Piazza dei Miracoli (Praça dos Milagres), complexo arquitetônico reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco, que abriga a Catedral de Santa Maria Assunta (Duomo), o Batistério (dedicado a São João Batista) e o Camposanto Monumentale (Cemitério Monumental).

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A construção da torre teve início no século 12 e foi projetada para ser um campanário para os sinos da catedral. A inclinação – hoje com 4 graus – teve início ainda durante as obras. Ela tem 55,8 metros de altura em oito andares, e a instabilidade do solo fez surgir um dos principais pontos turísticos do planeta. Do alto dela, a vista é privilegiada e mostra todo o encanto do destino.

Batistério, Museu da Catedral e Cemitério Monumental de Pisa

Depois da torre, o Batistério com 55 metros de altura é o monumento mais famoso da cidade. Ele mistura arquitetura românica e gótica e graças à sua forma, possui acústica extraordinária. A cada 30 minutos um funcionário canta algumas notas para demonstrar a qualidade do som. O ingresso para visitar o Batistério também dá direito a conhecer o Museu da Catedral (Museo dell’Opera del Duomo). No Cemitério Monumental estão sepultados personagens ilustres de Pisa e, no seu interior, estão obras de arte etruscas, romanas e medievais.

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Passeio pelo Rio Arno

Turistas com mais tempo terão muito o que fazer e conhecer outros atrativos. Um passeio de barco ao longo do Rio Arno é oportunidade para observar outros ângulos do destino. Ou que tal escolher entre os diversos museus e as igrejas os que mais agradam? Entre eles, o Museo delle Sinopie, que guarda uma coleção de obras de arte retirada do Camposanto após o bombardeio de 1945; o Museu Arqueológico, com antigas embarcações; e as igrejas de San Francesco (1276), de San Nicola (1097) e de Santa Maria della Spina (1230).

Palácios para visitar

Três palácios também estão no roteiro de visitas: o Palazzo della Carovana, localizado na Piazza dei Cavalieri, é sede da prestigiosa Scuola Normale Superiore di Pisa, criada por Napoleão Bonaparte; o Palazzo dei Médici – o clã dos Médici governou Pisa entre 1392 e 1398; e o Palazzo Reale, construção de 1559, mostra representações de Galileo Galilei e os planetas descobertos por ele.

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E não deixe de fazer uma caminhada por uma das regiões mais famosas da cidade, a Borgo Stretto, uma rua estreita com muitas lojas de marcas renomadas que está bem atrás das arcadas medievais do Rio Arno.

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Celebração Luminara de São Ranieri

Como dá para notar, o Arno está presente no dia a dia de Pisa. E se você programou uma viagem à Toscana no mês de junho, inclua no roteiro a visita com pernoite na cidade no dia 16. Nessa data, anualmente, acontece a celebração Luminara de São Ranieri, o santo padroeiro local.

À noite, todas as luzes nos prédios que margeiam o rio são apagadas e substituídas por mais de 120 mil velas colocadas nas janelas. O espetáculo é magnífico com as chamas refletindo nas águas. No dia seguinte, a festa continua com a realização de uma regata. A tradição remonta desde 1688, quando uma urna com o corpo de Ranieri degli Scaccierie (morto em 1161) foi colocada na capela do Duomo, dando início à celebração.

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Para fechar com chave de ouro, programe assistir a um pôr do sol em Lungarno Pisano. Quando a noite chega, a luz das lâmpadas de rua nas margens do Arno reflete na água, criando uma atmosfera mágica. É inesquecível!

Por Tino Simões – revista Qual Viagem

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