“Ferraris” das bikes atraem apaixonados por ciclismo em Balneário Camboriú; veja fotos

Com desempenho e tecnologia de superesportivos — e valores que acompanham — setor atrai público seleto disposto a investir no amor por duas rodas

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Modelos disponíveis no mercado têm de pedal assistido a computador de bordo e chegam a ser, em alguns casos, mais potente que moto de trilha (Foto: Patrick Rodrigues, Santa)

À primeira vista elas impressionam pela beleza. São robustas, imponentes. E com uma pesquisa mais profunda, fica claro tratar-se de bicicletas de alta performance. Têm tecnologia avançada e um preço, claro, que acompanha tanto desempenho.

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Você pode pensar que sendo algo tão específico estamos falando de super-bikes voltadas a atletas, mas é aí que mora o engano. Em Balneário Camboriú, elas atraem apaixonados por ciclismo que praticam a modalidade por lazer e estão dispostos a pagar bem para ter uma “Ferrari” das bicicletas em casa.

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Juliano Salvadori é um esportista nato e nos últimos anos transformou o amor pelo pedal em negócio, com uma loja de bikes. Ele conta que a líder de vendas no Sul do Brasil é a mountain bike. Clássica e com valor acessível, a partir de R$ 1,2 mil em alguns sites, é a legítima “pau para toda a obra”, afirma.

Mas tem também aquelas capazes de chegar a 100 km/h. Outras têm tecnologia usada só pela Nasa e Fórmula 1 e ainda com sensor de toque que ajuda a pessoa a pedalar. Não à toa, o cliente pode desembolsar até R$ 130 mil para ter uma dessas.

Aliás, nesta lista de quem investe bem no ciclismo estão nomes como o apresentador Rodrigo Hilbert, o modelo Francisco Lachowski e o ex-lateral direito da Seleção Brasileira de futebol, Maicon. Todos já passaram pela loja em Balneário Camboriú.

Trek Madone SL

É um modelo usado por atletas de ciclismo de estrada em olimpíadas e campeonatos mundiais nas maiores competições profissionais. A bike é considera um verdadeiro “carro de fórmula 1”. Toda em fibra de carbono de alta performance, pesa apenas sete quilos — menos da metade de uma bicicleta comum. Ela tem sistema de marcha eletrônico, sem fio, e possui resistência para uma pessoa de até 110 quilos. Além disso, o ciclista profissional consegue alcançar 100 km/h.

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E quem compra?

— O principal cliente é o entusiasta apaixonado pelo hobby do ciclismo. É mais ou menos como tem os clubes de Harley-Davidson, das motos superesportivas, dos carrões de luxo. São pessoas comuns, apaixonadas pelo ciclismo ou que têm alguma ligação com o ciclismo, com uma condição de vida que permite ter uma bicicleta de ponta — afirma Juliano.

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Trek Powerfly

As mountain bikes elétricas são as queridinhas do mundo da atualidade. O modelo tem pedal assistido e um motor que ajuda o ciclista a pedalar mais tempo, fazer longas distâncias e, principalmente, nas subidas. É um motor inteligente com um sensor de força de toque, que quando você precisa fazer muita força, ele aciona sozinho e te empurra.

A bike tem, inclusive, com controle de velocidade. Se a pessoa está andando muito rápido, ela para de ajudar para evitar acidente de trânsito. Mas não tem acelerador, então precisa do movimento constante das pernas para continuar a rodar. O motor elétrico é totalmente sustentável e tem consumo considerado baixo para fazer uma recarga.

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Ela permite a pessoas debilitadas, com muita idade ou com problemas de locomoção que não conseguiriam ter capacidade física para pedalar, percorrer uma distância maior e fazer trilhas, por exemplo, e pegar estrada de chão.

Trek Rail 9.9

Essa bicicleta hoje é considerada a mais tecnológica do mundo. É uma bike de competição de altíssima performance. Em alguns setores, é mais potente que uma moto de trilha, porque foi construída com fibra de carbono usada apenas pelas equipes da Nasa e Fórmula 1. Ela tem motor elétrico e até computador de bordo com sensor para calibragem dos pneus.

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Pesa menos de 20 quilos, tem bateria de lítio e autonomia superior a 120 quilômetros. Estima-se que uma pessoa comum tem capacidade de pedalar em torno de 10 a 12 quilômetros. Então a bicicleta aumenta em torno de 10 vezes a capacidade de pedalada. Costuma ser comprada por entusiastas apaixonados por tecnologia, por velocidade e por trilha. Geralmente são atletas e pilotos.

Custa cerca de R$ 130 mil e, não à toa, é considerada a Ferrari das bikes.

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Cannondale Topstone

É um modelo chamado de gravel bike que traz o conceito mundial de bicicleta para todo tipo de terreno. A proposta é uma mistura de bike de ciclismo de estrada com mountain bike, mas com ergonomia para deixar o ciclista em posição mais confortável. O pneu é intermediário, justamente para permitir a migração do asfalto para a estrada de chão, trilha, tudo com um equipamento simples e raiz, sem amortecedor.

Serve praticamente para tudo: trabalhar, viajar e até competir. Inclusive, ano passado, a Red Bull fez duas provas no mundo desafiando ciclistas a percorrer 300 quilômetros com as gravel bikes, e um deles foi no Brasil em dezembro de 2022, em Timbó, no Circuito do Vale Europeu.

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Trek Marlin

As tradicionais mountain bikes são líder de vendas no Sul do Brasil. Embora feitas para atividade física, pegar trilha e encarrar estrada de chão, o consumidor da parte debaixo do mapa tem preferência por elas em vez das bikes urbanas. Chamadas de “pau para toda obra”, elas têm maior versatilidade de marchas e pneus mais robustos, transmitindo a sensação de força para enfrentar qualquer cenário.

Não à toa, é a mais usada para locação a trabalho, para escola e, ainda, para quem fazer um passeio aos fins de semanas seja na cidade, no mato ou até na praia. Outro diferencial é o preço. Com R$ 1,2 mil é possível comprar uma de qualidade.

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