Paulinho da Viola sobe ao palco em Florianópolis neste sábado

Cantor e Compositor se apresenta no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina neste sábado (6) às 21h

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Paulinho da Viola faz show em SC neste sábado (6). (Foto: Ricardo Nunes)

Paulinho da Viola faz show em SC neste sábado (6). (Foto: Ricardo Nunes)

O público de Florianópolis tem um encontro marcado neste sábado (6) com o cantor e compositor Paulinho da Viola, que sobe ao palco do Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina a partir das 21h. A turnê chega a Santa Catarina depois de percorrer quase todo o Brasil, incluindo as capitais e grandes cidades do país.

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O artista celebra os 80 anos de idade, mas no fundo o show é uma grande festa da música brasileira, especialmente do samba. Pelos olhos, ouvidos e acordes de Paulinho, passou certamente o que de mais expressivo o Brasil produziu nessas oito décadas. Ingressos para o show podem ser adquiridos com desconto pelo Clube NSC.

O espetáculo revisita o início do compositor e cantor, desde os tempos do histórico Show “Rosa de Ouro”, onde o jovem músico colocava pela primeira vez os pés num palco ao lado de figuras como Clementina de Jesus, Aracy Cortes e Zé Keti, passando pelo saudoso tempo dos festivais onde “Sinal Fechado” dá o primeiro lugar a um jovem Paulinho que, de lá para cá, firmou-se como uma voz única e pujante da MPB e do Samba.

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Neste show, além dos sucessos marcantes de sua trajetória, Paulinho abre espaço para cantar algumas canções que, embora nunca tenha gravado, fazem parte de sua memória emotiva, e certamente há surpresas guardadas para o público, como novas interpretações de músicas já conhecidas, além de pelo menos uma composição inédita, logo na abertura do espetáculo.

O espetáculo é uma festa de Paulinho da Viola, com Paulinho, para Paulinho, e mais do que tudo, para nossa música que, com ele e através dele, segue cheia de vigor e possibilidades.

Confira a entrevista com Paulinho da Viola na íntegra

Recentemente o senhor passou por um problema de saúde, deixando seus fãs bastante preocupados. O senhor está bem e recuperado para seguir com sua turnê celebrando 80 anos de vida?

Estou bem, plenamente recuperado e feliz em poder voltar aos shows e a fazer as coisas que eu gosto. Foi um período que exigiu repouso e recuperação, mas já estou muito bem.

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Qual a expetativa para o show no dia 07 de outubro e Florianópolis e o que o público catarinense vai ver e ouvir?

A melhor possível. Estive algumas vezes recentemente em Florianópolis, a última há 4 anos, e sempre fui recebido calorosamente pelo público.

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O senhor tem alguma relação especial com Santa Catarina. Poderia nos contar?

Fui algumas vezes me apresentar e aproveitei para apreciar as belezas naturais de Florianópolis. Já tive a oportunidade de visitar um amigo que tem uma casa numa praia e foi uma ótima experiência.

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Como foi composta a playlist do show? Como foram feitas as escolhas?

Eu costumo elaborar os roteiros dos shows. Para esta turnê, tive a ajuda do Claudio Botelho que fez a direção do espetáculo. Eu quis fazer um repertório que representasse diferentes momentos da minha carreira. Quem for ao show, assistirá aos principais sucessos da minha carreira.

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Quem foram seus principais incentivadores e parceiros ao longa da carreira e como o senhor entrou na música?

Muitas pessoas foram importantes na minha carreira. A música sempre esteve presente através do meu pai, Cesar Faria. Mais tarde, Cartola, Hermínio Belo de Carvalho, Clementina de Jesus, Elton Medeiros e Zé Kéti foram pessoas que me ajudaram a mostrar e desenvolver o meu trabalho.

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Milton nascimento acabou de encerrar sua participação nos palcos, o senhor pretende continuar?

Enquanto eu estiver bem e for prazeroso me apresentar, continuarei. Tudo tem seu tempo, quando for o momento de parar, terei que fazê-lo também.

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O senhor teve presença muito marcante em festivais musicais, que relevaram muitos talentos da MPB . Sente falta desse tipo de evento? E qual o futuro do samba no Brasil?

Tenho a satisfação de ter vivido essa época, mas não sito falta. Cada tempo tem a sua forma de aproximar público e artista. Hoje vivemos uma época muito diferente da minha, com forte influência da tecnologia. A única observação que faço para o futuro da música no Brasil é que é preciso ser viável trabalhar com música para que as pessoas continuem se dedicando, produzindo, gravando. Não é possível descobrir novos talentos se não é viável para eles fazer música, produzir discos e shows. —

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