Veja lista de empresas brasileiras resilientes a crises, segundo ex-ministro

Três indústrias catarinenses estão nessa lista seleta de empresas feita pelo economista

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O ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, falou sobre perspectivas econômicas em evento na Fiesc (Foto: Filipe Scotti)

Algumas empresas têm maior capacidade de enfrentar as frequentes crises econômicas, são chamadas de resilientes ou até as que não quebram. No final da palestra que fez nesta sexta-feira, na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), o economista da Tendências Consultoria e ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, fez uma lista de empresas brasileiras que ele considera resistentes a crises.

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-Selecionei 16 empresas em que eu conheço os donos, os fundadores, acompanho de alguma forma. São empresas que atravessaram várias crises e continuam saudáveis – disse o economista.

A primeira, segundo ele, é a gigante de aviões Embraer. No ano passado ela era a terceira maior fabricante de aviões de passageiros.

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– A mercadoria dela voa. A Embraer é um sucesso de gestão e de engenharia aeronáutica. Ela é a maior empresa fabricante de jatos para até 150 passageiros. E este ano, um avião da Embraer, o Phenom se tornou o jatinho que mais pousa e decola nos EUA. Deixou a Cesna para trás – observou Maílson.

Além de Embraer, a lista do economista é composta pelas empresas Vale, WEG, Votorantim, Cosan, JBS, Ambev, Gerdau, CSN, Duas Rodas, Portobello, Aeris, Grendene, Arezzo, Unipar e Pão de Açúcar.

Ao falar para plateia catarinense, o ex-ministro destacou a WEG como uma grande multinacional que atua em áreas de tecnologia sofisticada. Segundo ele, a Duas Rodas, também de Jaraguá do Sul, terra da WEG, é uma potência em sabores e aromas para alimentos. E sobre a Portobello, ele destacou a moderníssima fábrica de revestimentos cerâmicos inaugurada pela empresa nos EUA.  

Para Maílson da Nóbrega, há alguns anos, virou a maior produtora de proteínas do mundo. Este ano, ela passou a Nestlè como a maior produtora de alimentos do mundo.

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Diferenciais do Brasil

O ex-ministro, ainda falando sobre aspectos positivos da economia brasileira que fazem diferença, citou contas externas saudáveis com elevadas reservas internacionais, ausência de vulnerabilidade do setor bancário, agronegócio e setor mineral competitivos e sede de sete das 10 melhores universidades da América Latina.

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Sobre as vulnerabilidades da economia brasileira, ele citou a baixa produtividade e a logística insuficiente. Para superar a baixa produtividade, o país precisa melhorar a educação de um modo geral. Segundo ele, educação de qualidade é fundamental para a produtividade. O trabalhador mal preparado é menos eficiente, erra mais e até tem mais risco de morrer porque não é educado para seguir normas de prevenção.