Jorginho faz primeiro ano com ritmo eleitoral e bolsonarismo

Com vitórias na Alesc e foco nas promessas de campanha, Jorginho termina primeiro ano de mandato

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Jorginho Mello, governador de Santa Catarina (Foto: Roberto Zacarias / Secom)

Havia muitas dúvidas no começo de 2023 se Jorginho Mello (PL) conseguiria imprimir um estilo forte no Executivo. Com larga carreira pelo Legislativo, o cargo de governador foi a primeira experiência do até então senador por Santa Catarina com a caneta na mão. Nestes primeiros 12 meses, fica nítido que ainda há muito a avançar no estilo de chefe do Executivo, mas Jorginho mostrou que está muito afiado no estilo político de fazer gestão.

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Claramente, o primeiro ano do governo foi marcado por um ritmo eleitoral. Jorginho manteve-se totalmente alinhado a Jair Bolsonaro (PL), responsável por duas ondas seguidas nas eleições de Santa Catarina para o governo do Estado. Na primeira, Carlos Moisés da Silva (Republicanos) abandonou o bolsonarismo logo nos primeiros meses. Jorginho faz totalmente diferente. Não só evita qualquer abandono como segue “agarrado” às convicções de quem o elegeu. Assim, o atual governador segue a cartilha para buscar uma reeleição em 2026.

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Do ponto de vista de gestão, Jorginho também adotou um ritmo semelhante. Agarrou-se às principais propostas da campanha eleitoral. Entregou o programa Universidade Gratuita e revisou os 14% do desconto previdenciário dos aposentados. Na fila das cirurgias eletivas, que havia prometido zerá-la em seis meses, o governador ficou distante de cumprir.

Para 2024, fica a missão para Jorginho aperfeiçoar a gestão e focar em resultados mais efetivos para a população. Ainda faltam pilares que organizem o governo e agilizem entregas técnicas. No restante, o governador segue à risca o caminho para disputar novamente a eleição em 2026.

Passou tudo

O governo Jorginho Mello não tem o que reclamar da Alesc em 2023. O Executivo passou o que quis pela aprovação dos deputados. Seja por articulação política ou pelo entendimento de alguns parlamentares de que no primeiro ano a Assembleia tem que dar aval aos planos do governador, o resultado final foi de êxito. A dúvida é como a Alesc vai encarar 2024, quando o jogo muda. Jorginho estará no segundo ano de gestão, e logo ali tem eleição municipal.

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