MPSC denuncia 13 pessoas suspeitas de cometer 57 crimes eleitorais em Imbituba

Suspeitos são acusados de associação criminosa, falsidade ideológica e compra de votos

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Secretaria de Saúde de Imbituba teria sido utilizada para caso de crime eleitoral (Foto: Reprodução, Prefeitura de imbituba)

Denunciados seriam servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Imbituba no período (Foto: Reprodução, Prefeitura de Imbituba)

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), denunciou 13 pessoas pela suposta prática de crimes eleitorais entre agosto e outubro de 2022, na cidade de Imbituba, no Sul de Santa Catarina. Conforme o inquérito policial, por 57 vezes, servidores do município teriam utilizado seus horários de trabalho, recursos e veículos da Prefeitura para fazer campanha política em prol de candidatos. 

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De acordo com a denúncia apresentada pela Promotoria Eleitoral da 73ª Zona Eleitoral de Imbituba, 12 dos denunciados seriam servidores da Secretaria Municipal de Saúde no período, com o objetivo de cometer os crimes eleitorais, influenciar no resultado e obter benefícios para si próprios e para seus candidatos. Há ainda um 13º denunciado, que era proprietário de uma empresa de transporte com contrato na Secretaria de Saúde. 

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A Prefeitura de Imbituba foi procurada pelo NSC Total para apresentar esclarecimentos sobre o caso, e se manifestou através de nota:

”Desde o início das investigações, o município está colaborando com as autoridades. A intenção da Prefeitura de Imbituba é que o caso seja, devidamente, esclarecido. Não só na esfera judicial, mas, também, na esfera administrativa. Além da exoneração dos servidores comissionados citados já na época da denúncia , em paralelo, corre um processo administrativo interno para a apuração das responsabilidades”, diz a nota.

Como os crimes aconteciam

A associação criminosa se dava a partir de uma agente política, que organizava as práticas criminosas, colocando à disposição vagas de cargos comissionados para pessoas que estivessem dispostas a trabalhar nas eleições para candidatos específicos. Todos os dias, os subordinados recebiam tarefas de campanha, como coleta e distribuição de material de campanha e os locais para realizar a panfletagem durante seus horários do expediente.

Também eram utilizados veículos do município de Imbituba para a busca dos materiais eleitorais, transporte dos servidores nos locais de panfletagem e distribuição de cestas básicas, que seriam supostamente adquiridas com recursos da Secretaria Municipal de Saúde ofertadas aos cidadãos, em troca de votos. 

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Durante todo o período eleitoral, também foi utilizado veículo oficial para realização de diversas viagens com o objetivo de coletar e entregar material de campanha eleitoral em cidades como Florianópolis e Araranguá.

Além disso, uma van que tinha contrato de prestação de serviços vigente com a Secretaria Municipal de Saúde para transporte de passageiros, também foi usada para busca de panfletos dos candidatos na cidade de Florianópolis. A viagem ilegal teria sido autorizada e paga pela agente política, usando dinheiro público, no valor de R$ 1 mil. 

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Prática de falsidade ideológica 

Os servidores teriam inserido dados falsos no sistema de ponto eletrônico da Prefeitura Municipal de Imbituba, como uma forma de burlar o sistema para que recebessem o salário mensal. Mas ao invés de estarem trabalhando em seus cargos, estariam atuando nas campanhas eleitorais. 

A denúncia também alega que informações teriam sido omitidas em documentos enviados à Câmara de Vereadores, quando a Secretaria de Saúde teria sido questionada quanto ao uso da van fretada. A servidora e o responsável pela empresa alegaram que a viagem teria sido uma cortesia. Os depoimentos divergem dos fatos verificados no inquérito policial. 

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Foram denunciados os 12 servidores do município, além do proprietário da empresa de transportes pela prática dos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e compra de votos. A denúncia feita pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) aguarda o recebimento pelo Judiciário. 

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