Dois prédios históricos têm destinos diferentes em Joinville

Moinho e Cidadela são tombados pelo patrimônio municipal

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Moinho Joinville teve fachada e cobertura restauradas (foto: Divulgação)

Semelhantes na condição de prédios históricos de Joinville, Cidadela Cultural e Moinho Joinville tiveram destinos diferentes após a venda. O prédio ocupado por cervejaria até meados dos anos 90 foi comprado há mais de duas décadas pela prefeitura, sem passar ainda por reforma. Já o moinho foi adquirido pela Fiesc em 2018, após encerrar as atividades no início da década, e passou por restauração da fachada e cobertura. Agora, é o momento de definir como a edificação ao lado do rio Cachoeira será reutilizada. Ou seja, em um período mais curto, o Moinho Joinville já avançou na preservação, sem dar chance à deterioração.

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Comprada em 2001 pela prefeitura, a Cidadela tinha planos para ser transformada em complexo cultural. No entanto, a reforma jamais saiu do papel e o imóvel foi ocupado parcialmente por órgãos da prefeitura e entidades culturais. Atualmente, apenas dois galpões estão ocupados, pela Ajote (teatro) e Aaplaj (artes plásticas). Em 2022, o MP teve decisão judicial favorável em ação do ano anterior, com determinação pela reforma e ocupação da Cidadela em até quatro anos. A prefeitura está recorrendo.

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A prefeitura ensaiou a contratação do projeto de restauro, mas acabou preferindo partir para a concessão à iniciativa privada. O processo administrativo está em andamento desde 2022. Nesse intervalo, foi providenciada a limpeza, com remoção de entulhos acumulados desde os anos 90, quando a Antarctica encerrou a produção. A última providência tomada pela prefeitura foi tentar instalar escoras para reforçar o prédio em locais mais deteriorados, mas a concorrência foi suspensa. 

Outra história

O panorama é diferente no Moinho Joinville. O restauro foi feito de forma paralela à construção do complexo educacional do Sesi e está em fase final. A reforma interna será feita após a definição de quais atividades serão realizadas no prédio centenário. Até lá, o edifício continuará sem acesso, mas preservado. O plano da Fiesc é reabrir de forma integrada com o parque Porto Cachoeira, cuja uma das etapas está prevista para o entorno do Moinho Joinville.

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