5 cuidados indispensáveis para proteger os animais do frio

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Redobrar os cuidados com os pets no frio ajuda a evitar problemas de saúde (Imagem: Sonja Rachbauer | Shutterstock)

Redobrar os cuidados com os pets no frio ajuda a evitar problemas de saúde (Imagem: Sonja Rachbauer | Shutterstock)


A queda de temperatura do outono não afeta somente os humanos. Os animais de estimação também são afetados pela mudança de temperatura. E, apesar de muitos acreditarem que os pelos, penas e até o habitat natural da água os protege, a situação não é tão simples. Isso porque a resistência ao frio depende de outros fatores, e não apenas das características físicas ou do local em que os animais vivem.

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“Os fatores mais importantes são idade, raça, peso, tipo de pelagem e o porte. Por exemplo: em uma temperatura de 15ºC, um cão da raça pinscher pode dar sinais comportamentais de que está com frio, como tremores e prostração. Já um da raça pastor alemão fica confortável, sem alterações que indiquem o desconforto térmico. Mas devemos redobrar nossa atenção a partir dos 10ºC de temperatura”, alerta a veterinária Ana Laura Barros, especializada em clínica e cirurgia de pequenos animais e supervisora e responsável técnica no Centro Médico Veterinário, da Faculdade Una Itabira, em Minas Gerais.

Por isso, a seguir, confira 4 cuidados indispensáveis para proteger os animais do frio!

1. Preste atenção na saúde dos animais

A especialista explica que, assim como os humanos, os animais que possuem alguma comorbidade, como problemas articulares, precisam de atenção redobrada nos dias frios, pois as condições podem ser pioradas com a queda da temperatura. “Além do mais, fique em alerta com as doenças de maior disseminação nessa época do ano, como gripes, cinomose e demais doenças respiratórias”, exemplifica Ana Laura Barros.

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2. Forneça uma alimentação de qualidade

Outra questão importante no cuidado com os pets no frio é a alimentação, que deve ser de boa qualidade. “Isso é essencial para manter a temperatura corporal, além de uma boa saúde da pele e dos pelos, para evitar problemas dermatológicos devido ao tempo seco. Caso seja um animal que fique menos ativo nos dias frios, deve-se fazer a manutenção da quantidade de comida para evitar o sobrepeso”, orienta a profissional. No caso das aves, deve ser oferecida uma alimentação mais energética e com mais calorias.

Banho de sol ajuda a manter a temperatura corporal das aves (Imagem: Lurtrat R | Shutterstock)

3. Ofereça banho de sol para as aves

A veterinária explica que as aves têm uma temperatura corporal elevada, maior que a dos mamíferos em geral. Mas que, ainda assim, elas também sentem frio. “Devemos aproveitar as horas de sol e colocá-las para tomar um ‘banho de sol’. Já em invernos rigorosos, com dias sem sol, a recomendação é colocar luz artificial própria de uso veterinário, que emita calor específico, para imitar a luz solar. Além disso, é importante evitar locais com correntes de vento, cobrir os viveiros e oferecer uma proteção extra no período noturno”, indica.

4. Verifique a qualidade da água dos peixes

Para os peixes, a veterinária recomenda verificar sempre a qualidade da água do aquário. “É preciso conferir a temperatura; evitar trocar grandes volumes de água para evitar o choque térmico; utilizar rações com nutrientes diferenciados, a fim de proporcionar uma melhora na imunidade desses animais. E sempre fazer o controle de pH (medida do grau de acidez ou alcalinidade da água), da amônia, do oxigênio, do nitrito, entre outros parâmetros de qualidade”, recomenda Ana Laura Barros.

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5. Outros cuidados durante o outono

Além dos cuidados mencionados, os tutores também podem adotar algumas práticas simples, como:

  • Proteger o animal do vento e do tempo;
  • Priorizar passeios nos horários menos frios;
  • Utilizar cobertores e mantas nos locais em que os pets vivem;
  • Não dar banhos em excesso;
  • Manter a vacinação e os cuidados médico-veterinários em dia;
  • Ficar atento aos efeitos do tempo seco na pele e nos pelos.

Antes de adotar qualquer medida é necessário consultar um profissional e, ao procurar informações na internet, buscar fontes confiáveis. “Hoje em dia, com a internet, temos inúmeros profissionais à disposição para informações nas redes sociais. Basta verificar se são médicos veterinários especialistas na espécie em questão ou se são criadores certificados e regulamentados”, concluí a veterinária Ana Laura Barros.

Por Elemara Duarte