Novos donos assumem a gestão do Hospital Santa Catarina em julho (Foto: Divulgação)
Uma negociação com condições amigáveis, considerando a dimensão da operação, facilitou a venda do Hospital Santa Catarina para a Unimed Blumenau, sacramentada em assembleias na última semana. Pela centenária e tradicional unidade hospitalar, a cooperativa de médicos vai desembolsar R$ 225 milhões, apurou a coluna com fontes a par das tratativas.
O pagamento será feito em 180 parcelas mensais de R$ 1,25 milhão, ou seja, por um período de 15 anos, com correção de juros. O alongamento é pouco habitual em transações desta natureza. Para a Unimed, o negócio é particularmente favorável porque preserva o caixa em curto prazo, sem comprometimento imediato de um grande volume de dinheiro.
O negócio inclui apenas as instalações já existentes e não abrange o projeto do novo edifício que deve ser erguido em um terreno em frente. Este novo empreendimento, que abrigará salas comerciais voltadas a clínicas e laboratórios, permanecerá no guarda-chuva da União Paroquial Luterana, mantenedora do hospital.
Sondado por grupos nacionais de saúde, entre eles nomes como Dasa, NotreDame e D’or, apurou a coluna, o Hospital Santa Catarina optou pela saída mais caseira possível. A coluna já havia detalhado que os luteranos não abriam mão de algumas exigências em uma eventual venda, entre elas a manutenção de filantropias e parcerias com prestadores de serviços como a própria Unimed Blumenau.
Um dos pontos que pesaram na concretização do negócio foi a garantia, por parte dos compradores, da manutenção de indicadores e padrões de atendimento, chancelados por certificados de qualidade. Pelo fato de ser uma operadora local, a Unimed Blumenau também foi uma boa alternativa para os luteranos, para manter a gestão por perto.
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Os novos donos assumem o Hospital Santa Catarina em julho, já com planos de ampliação que incluem a instalação de quatro novas salas cirúrgicas e, em outro momento, a criação de mais leitos de internação. Em uma segunda etapa, já aproveitando a potencial sinergia financeira do negócio, o plano é retomar a obra do hospital da Unimed abandonado na Vila Nova, que deve ser transformado em uma unidade de pediatria e maternidade.
Procurados, o Hospital Santa Catarina e a Unimed Blumenau informaram que, por questões de sigilo contratual, não comentam os termos financeiros do negócio.
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Veja grandes empresas de Blumenau que foram vendidas
A Artex foi incorporada nos anos 2000 pela Coteminas (Foto: Reprodução)A Mega Transformadores foi comprada em 2000 pela multinacional sueco-suíça ABB (Foto: Reprodução)A Eisenbahn foi comprada em 2008 pelo Grupo Schincariol. Depois, foi negociada com a japonesa Kirin até ser adquirida pela Heineken (Foto: Divulgação)Em 2008 a francesa Areva, fornecedora de equipamentos de energia, comprou a Waltec, que mais tarde passaria a integrar a Schneider Electric (Foto: Patrick Rodrigues, BD)Em 2010 a Wheb Sistemas, fabricante de softwares de gestão de saúde, foi comprada pela multinacional Philips (Foto: Patrick Rodrigues, BD)A Dudalina foi vendida em 2013 para fundos americanos e um ano depois acabou comprada pela Restoque, hoje Veste S.A (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)Desde setembro de 2016 a Bermo, fabricante de válvulas e equipamentos industriais, faz parte do Grupo ARI Armaturen, da Alemanha (Foto: Divulgação)A Baumgarten não foi vendida, mas em 2016 anunciou uma fusão com duas empresas alemãs que deu origem à All4Labels (Foto: Divulgação)Em 2017, a CM Hospitalar, dona do Grupo Mafra (atual Viveo), anunciou a compra da Cremer (Foto: Luís Carlos Kriewall Filho, Especial, BD)Desenvolvedora de softwares de gestão logística, a HBSIS foi comprada em 2019 pela cervejaria Ambev (Foto: Divulgação)Em março de 2021, a Viveo comprou o Grupo FW, fabricante de lenços umedecidos e dona da marca Feel Clean (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)Em 2021 a Cia. Hering aceitou uma proposta de compra do Grupo Soma (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total, BD)Em 2021 a Hemmer foi comprada pela multinacional Kraft Heinz (Foto: Artur Moser, NSC Total, BD)A Unimestre, que desenvolvia sistemas de gestão educacional, foi comprada em outubro de 2021 pela Plataforma A+ (Foto: Divulgação)Em 2021 a fintech PagueVeloz aceitou uma proposta de compra feita pela Serasa (Foto: Pedro Machado, NSC Total, BD)A agência de marketing digital A7B foi comprada em 2021 pela Adtail, empresa gaúcha do mesmo ramo (Foto: Divulgação)Em 2021, o Laboratório Hemos foi comprado pelo Grupo Sabin, uma das principais empresas de medicina diagnóstica do Brasil (Foto: Divulgação)Em 2021, a startup Velo foi comprada pela QuintoAndar, plataforma de moradia (Foto: Reprodução)Em dezembro de 2021, a marca Sulfabril foi arrematada em leilão pela companhia têxtil catarinense Lunelli (Foto: Lucas Amorelli, BD)A Movidesk, que oferece soluções tecnológicas de atendimento e suporte a clientes, foi comprada em dezembro de 2021 pela companhia gaúcha Zenvia (Foto: Divulgação)Em 2021, a fabricante de etiquetas, tags e acessórios de moda Tecnoblu foi comprada pela canadense CCL Industries (Foto: Divulgação)Em 2024, o Hospital Santa Catarina aceitou uma oferta de compra de R$ 225 milhões da Unimed Blumenau (Foto: Divulgação)