O que muda com a taxação de compras internacionais de até 50 dólares

Projeto deve ser votado pelo Senado Federal nesta semana

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O que muda com a taxação de compras internacionais de até 50 dólares

Projeto afeta compras em sites internacionais (Foto: Banco de Imagens)

O Senado deve votar nesta semana a cobrança de Imposto de Importação para compras de até 50 dólares, cerca de R$ 260. A informação foi dada pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O tributo deve impactar principalmente compras em varejistas internacionais.

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Na última terça-feira (28), o projeto 914/24 foi aprovado na Câmara dos Deputados. Na quinta (29), chegou ao Senado. Originalmente, o texto trata sobre o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), destinado ao desenvolvimento de tecnologias para produção de veículos que emitam menos gases de efeito estufa. A taxação das compras internacionais foi incluída no PL pelo relator, deputado Átila Lira (PP-PI).

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O que muda

Se aprovada, compras internacionais de até 50 dólares passarão a ter cobrança de 20% do Imposto de Importação (II). A cobrança é um tributo federal. Compras abaixo deste valor recebem alíquota de 17% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um encargo estadual.

Por exemplo: o consumidor que fizer uma compra de R$ 100 (já incluindo frete e seguro), teria que pagar o II além do ICMS, colocando o preço final em R$ 140,40. Pelo texto, cobranças acima de US$ 50 e até US$ 3 mil terão alíquota de 60% com desconto de US$ 20 (cerca de R$ 100) do tributo a pagar.

Para entrar em vigor, no entanto, a medida precisa de aprovação do Senado e sanção do presidente Lula (PT). Na sexta-feira (31), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o projeto é resultado de uma negociação entre quem defendia isenção e quem desejava alíquota de 60% para qualquer valor.

Ele afirma que o texto encaminhado ao Legislativo atende “parcialmente” à indústria. Alckmin disse ainda que acredita que a proposta terá o aval do presidente.

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Regras atuais

O debate sobre a taxação iniciou em abril de 2023, como uma forma do governo impedir que empresas burlassem a Receita Federal, isso porque remessas entre pessoas físicas até US$ 50, sem fins comerciais, não eram tributadas, e empresas estariam fazendo vendas como se fossem envios de pessoas físicas.

Além disso, varejistas brasileiras pediam por alguma forma de cobrança de produtos estrangeiros, alegando concorrência desleal.

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Em agosto de 2023, o programa Remessa Conforme começou a valer. Empresas que aderiram ficaram isentas de cobrança de imposto em produtos até 50 dólares, desde que obedecessem a normas, como dar transparência sobre a origem do produto, dados do remetente e discriminação de cobranças, como o ICMS e frete.

As principais empresas de market place (sites que agregam vários vendedores) aderiram ao programa, o que ajudou para que a entrega fosse mais rápida, já que a fiscalização da Receita Federal ficou mais fácil com as informações fornecidas pelas empresas.

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Itens entre US$ 50 e US$ 3 mil continuaram com alíquota de 60%. Acima desse valor, a importação é proibida pelos Correios e por transportadoras privadas.

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