PAC bilionário de Lula tenta reverter greve de universidades e IFs

Entre as obras contempladas, 58 estão na região Sul e receberão R$ 322 milhões

Compartilhe:
Lula e Camilo Santana

Lula e Camilo Santana (foto: Ricardo Stuckert, PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciaram nesta segunda-feira (10), em reunião com os reitores, um total de R$ 5,5 bilhões para o PAC Universidades, que vai custear obras nas universidades e hospitais federais ligados às instituições de ensino. A liberação de recursos é uma respost do governo à greve das universidades e institutos federais, que completará 70 dias nesta terça (11).

Continua após a publicidade

Entre na comunidade exclusiva de colunistas do NSC Total

Entre as obras contempladas, 58 estão na região Sul e receberão R$ 322 milhões. A lista completa ainda não foi divulgada.

Continua após a publicidade

Também foram anunciados R$ 400 milhões em reforço orçamentário, o que traz um alívio para os reitores fecharem as contas de 2024. Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por exemplo, a estimativa era que o orçamento disponível seria suficiente apenas até o mês de outubro.

Governador pede desculpas a desembargador por fala sobre “boca torta”

Os anúncios foram feitos no Planácio do Planalto com a presença de reitores de universidades e institutos federais de todo o país – muitos deles, com professores e técnicos em greve. A expectativa do governo é fazer um gesto à categoria, que, entre outras demandas, pede melhoria no orçamento das instituições. O maior impasse, no entanto, está na negociação salarial, que não tem avançado.

Uma série de “recados” foram dados pelo governo ao longo da reunião. O ministro Camilo Santana falou na impossibilidade de recompor todas as perdas dos últimos anos de uma só vez. O presidente Lula, que já foi dirigente sindical, disse que é preciso ter “coragem para terminar uma greve”.

Continua após a publicidade

A resposta não demorou a chegar. Entidades que representam o movimento grevista distribuíram notas em que criticaram a postura do governo, e a dificuldade de negociação. O anúncio de que serão abertos novos campi de universidades federais, em meio à dificuldade de negociação salarial, também desagradou as entidades.