Começou a baixaria na eleição para prefeitura de Florianópolis

Cidade ganharia mais se os problemas reais do cidadão fossem prioridade no debate político

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Urna eletrônica (Foto: Divulgação, Agência Brasil)

O eleitor de Florianópolis perde quando, no lugar dos problemas reais da cidade e que afetam a vida do cidadão, a baixaria toma conta da disputa eleitoral. Com a definição dos candidatos, já era de se esperar que houvesse uma discussão saudável sobre como resolver a crise de mobilidade urbana da capital e a sua deficiência em saneamento básico.

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É preocupante que a baixaria ocupe esse espaço. O eleitor espera que o debate seja sobre projetos e ideias, algo propositivo para a gestão administrativa da cidade. É isso que deveria nortear a decisão do voto. 

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Gemidão do WhatsApp, gritos de ladrão e sirene de polícia misturando figuras públicas que estão envolvidas na disputa eleitoral em Florianópolis. A baixaria eleitoral já tomou conta da internet, em vídeos curtos e produzidos – que já circulam pelas redes sociais. 

Algumas produções não são novas, já até foram utilizadas na eleição passada, mas passaram a ser mais compartilhadas no último fim de semana. Outras passaram por um processo de edição adaptado ao cenário de outubro de 2024. 

Na política do Século XXI e da velocidade das redes sociais, trata-se de um fenômeno que pode trazer forte impacto na percepção do eleitor. 

Entretanto, seria melhor para a cidade se os verdadeiros desafios do município é que estivessem em um debate maduro, tais como saúde, educação, segurança, mobilidade urbana e saneamento.

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TRE

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não há, ainda, nenhuma ação protocolada no órgão sobre o assunto. 

Mesmo assim, há a preocupação com a Inteligência Artificial (AI) que “pode produzir desinformação”.

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Se o objeto da desinformação for a Justiça Eleitoral ou a integridade do sistema de votação, o TRE-SC possui um comitê de combate à desinformação com objetivo de mapear e coibir a propagação de notícias falsas. No caso do embate entre candidatos, as resoluções e o código eleitoral dão as normas e a representação judicial é uma prerrogativa dos candidatos/partidos.

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